Não sinta-se culpada pela sua vaidade, a menos que sejas a Jocelyn Wildenstein, essa beldade da foto que gastou US$ 5 milhões em plásticas para acabar com a cara desse jeito. Eu, mesmo me considerando acima do bem e do mal como toda diva, às vezes me sinto culpada por não dedicar boa parte do meu dia aos exercícios físicos e oito décimos do meu salário em cremes, roupas e tratamentos.
Por que nós, mulheres inteligentes que somos, acreditamos que a beleza é fundamental para arranjar um namorado, conquistar um bom emprego e sermos felizes, entre outras coisas? Porque a economia quis assim, cara leitora. Porque a indústria da beleza gera bilhões e quanto mais a gente se sente insatisfeita com a nossa imagem, mais eles ganham. Sad, but true.
A Sam Shiraishi fez uma resenha deveras interessante sobre o livro “A beleza impossível - Mulher, mídia e consumo”, da psicóloga Rachel Moreno, que merece uma olhada. A blogueira disse que leu o livro e ficou com ele na cabeça por dias. Acredito. Eu, depois de ler um único post, já fiquei pensando que tenho que deixar de ser pata e me sentir menos culpada por preferir ver um bom filme do que gastar meu tempo torrando em uma cama de bronzeamento artificial, só para citar um dos absurdos a que as minhas companheiras de gênero se submetem.
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