Foi aprovada no último dia 20 a lei número 11.705, popularmente conhecida como a lei seca. Segundo o texto, o motorista que for flagrado com QUALQUER quantidade de álcool no sangue vai pagar multa de mais de R$ 950, perder a carteira por 12 meses e, dependendo do nível da bebedeira, pode ir direto para o xilindró. Aplausos aos nossos não tão nobres deputados, que finalmente tomaram uma atitude contra a carnificina do trânsito brasileiro.
Quem me conhece sabe que eu gosto de beber. Gosto de beber muito, dar risada e eventualmente até fazer umas bobagens. Meus melhores amigos são adeptos do tragoléu, e qualquer pessoa que seja conhecida como “esponja” ou “funil” tem grandes chances de conquistar a minha simpatia imediata. Mas não vamos confundir alhos com bugalhos: uma coisa é beber, e outra é dirigir enxergando tudo meio embaralhado, com os sentidos alterados. Elas não se misturam, porque a chance de fazer uma bobagem é grande demais.
Porém, tem gente que não vai abrir mão de beber e pegar no volante tão facilmente. Tenho lido inúmeros comentários de pessoas que estão indignadas com a nova legislação. Uns dizem que a lei é caça-níqueis. Ok, pode até ser, mas basta não beber para pagar multa. Outros falam que gostam de tomar um vinho durante o jantar. Eu também gosto, que tal pegarmos um táxi? Alguns estão preocupados com o Seu João, homem de bem que gosta de tomar umas cervejas durante o churrasco com seus amigos e pode acabar na cadeia junto com marginais. Ora, pede para a Dona Maria ir buscá-lo que nada disso acontece.
Infelizmente, vivemos em um país de malandros, onde somente uma lei repressiva pode surtir algum efeito educativo. Quando o pessoal pagar multa, vai pensar três vezes antes de pegar o carro. Claro que eu acho que a fiscalização de outras coisas deveriam ter o mesmo rigor, mas pelo menos começamos por algum lugar. Talvez dessa forma a gente possa chorar menos por amigos e parentes mortos no trânsito.
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