Virou moda. Muito antes da música “I Kissed a girl” da Kate Perry (ouça aqui) estourar nas paradas mundo afora, meninas já andavam por aí pegando outras meninas. Não por amar mulheres, por ser essa a sua natureza. Mas para parecerem moderninhas. Ter uma moçoila a tiracolo virou um acessório quase tão imprescindível quanto o All Star nos pés ou o modelito vintage. Em qualquer festa eletro-rock que se preze, são dezenas de “casais” de garotas, para alegria dos meninos que assistem à cena. Muitas vezes eles se juntam, e aí a coisa vira… ih, não tenho nem nome para isso!

Quem me conhece sabe que estou bem longe de ser puritana. Tenho amigos e amigas gays, hetero, bi e até pansexuais. Acho que cada um faz o que quer, desde que não faça mal a ninguém. O que me preocupa é a glamourização de uma situação que nem sempre é glamourosa. Assumir uma opção sexual não é fácil para ninguém, muito menos para uma pré-adolescente que está formando sua personalidade.

E não. Não exagerei quando mencionei pré-adolescentes: dia desses estava saindo do trabalho e vi duas meninas se beijando atrás de uma banca de revistas. Não deviam ter nem 14 anos. No Nova Olaria, um centrinho comercial aqui de Porto Alegre que aos domingos se transforma em point gay, a faixa etária caiu muito. Claro, pessoas adultas não precisam exibir suas orientações sexuais como um troféu. Não estão preocupados em estar na moda, mas sim em serem felizes. Se eu pudesse dar um conselho a essa gurizada, seria: experimentem, mas na idade apropriada. E porque querem, não para estar na moda.

Posts relacionados