É, eu sei que não tem a mínima graça. Eu, inclusive, não deveria achar a mínima, mínima que fosse, já que o leitor jamais vai saber se eu sou afobada demais ou se eu não sei escrever mesmo (garanto a vocês que não é a segunda opção).
Eu sinto uma enorme vergonha em admitir isso, mas também me divirto. Principalmente ao identificar os mesmos erros que cometo - e não deveria cometer - em sites de notícias com credibilidade e page rank bem maiores que o deste singelo blog. Observem, por exemplo, o quadrinho do Ego (G1) que eu postei anteriormente, a fim de elogiar o hilário apontamento bem feito pela redatora Renata Sakai sobre o Valentino:
A redatora queria ter escrito “tão laranja quanto um Oompa Loompa” e não o que nós vemos. Aliás, pra quem quiser conferir no ar, ainda está lá o errinho. Não desconfio da capacidadeda Renata, mas como vocês, reconheço que fica bem feio. Reconheço, ok?
A propósito, o G1 é famoso pelos erros de ortografia. Você que está aí lendo certamente já pegou um errinho fagueiro lá no portal da Globo, não é? Se não pegou, mostramos:
Tranfusão e cirgurgia foram as bolas trocadas da vez. Para elas até tem desculpa. Mas para esta outra não tem:

Sim, senhores, trace com ç não dá pra tolerar. E reparem que o erro não está em uma matéria, que é uma gota no oceano que é o fluxo infindável de um site de notícias. É em uma chamada do site. E aí vem um dos grandes mistérios cibernéticos: quem é e por onde anda o revisor do G1?
E se você acha que é covardia implicar com o G1, mudaremos de vítima, vamos para a Folha, o primeiro site de noticias em português.

Com toda certeza o site da Folha também deve ter sido o primeiro a multilar o bom português.
E o que eu quero dizer com tudo isso, meus caros? Que errar é humano? É, pode ser. Que é normal, sim, é normal, mas não pode se tornar uma constante. Atente para os mal entendidos que podem acontecer com um errinho inocente deste. Se o redator da Folha fosse um engenheiro e a palavra comsumo fosse um cálculo, a estrutura feita por ele estaria comprometida, não é?
O que salva quem vive da escrita na web é a possibilidade de corrigir e refazer o que foi errado, principalmente nos textos. Nem sempre esse recurso salva. Nada é melhor que a parcimônia, o cuidado extremo, tratar a escrita com o amor que ela merece. Assim evitamos problemas (pra nós mesmo) e de quebra, salvamos o tão maltrado português.
One Response para "Escreveu, não leu…"
Eu fico imaginando a redação desses grandes portais…
Deve ser uma correria o dia todo..
Até que eles cometem poucos erros…
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