A Favorita: alguém duvidava que Flora era a assassina?
Acho que eu tinha uns 12 anos quando percebi que as novelas eram todas iguais, tipo livro do Sidney Sheldon: a mocinha sofre durante meses, mas no final tudo dá certo. O vilão morre, ou vai para a cadeia. No último capÃtulo, é uma correria desenfreada: casamentos, nascimentos e uma cena bonita no final para coroar o trabalho. Por este motivo, deixei de prestigiar as produções nacionais e parti para outro tipo de entretenimento.
A novela “A Favorita”, porém, despertou minha curiosidade. O material promocional tinha uma foto de Donatela e Flora, as personagens de Claudia Raia e PatrÃcia Pillar com a pergunta “Quem é a favorita?”. Mas, lamento decepcioná-los, no momento em que bati o olho na foto sabia que a sra. Ciro Gomes era a culpada. Por mais óbvias que sejam as novelas, em uma trama que promete ser inovadora seria manjado demais culpar a rica e bonitona Donatela.
Continuei não assistindo a novela, mas como a comoção era geral nos blogs e twitters da vida, resolvi dar uma olhada no capÃtulo da última terça-feira. Com cara de final de novela, deu show ao revelar o mistério no meio do caminho. PatrÃcia Pillar arrasou. Mas o povo não gostou: acostumados com tramas previsÃveis, o público habitual das novelas da Globo torceu o nariz para a resolução da história. Não perceberam que agora a coisa vai pegar fogo: uma vilã psicopata vai infernizar a vida da mocinha, que deve chorar muito até o fatÃdico letreiro de “FIM”. Senhoras como a minha mãe não acreditam que a ex-sem terra tenha puxado o gatilho. Estou assistindo de camarote as mais doidas teorias serem elaboradas.
Vou continuar não assistindo à novela, mas é impossÃvel não saber o que acontece. Na Zero Hora, por exemplo, a confissão de Flora ganhou espaço na editoria Geral. Nas capas dos portais, cada ato das protagonistas merece uma manchete. No twitter então, nem se fala, tem narração ao vivo. Melhor assim, aprecio a trama sem ter que aturar a canastrice do Murilo BenÃcio.



Olá Entrei aqui, através do QL da Rosana Hermann. Muito legal seu espaço. abraços.
Agora que passou essa de quem matou quem, estão elaborando teorias pra ver quem é filho de quem.
Discordo de vc Diva quanto aos livros do Sidney Sheldon q não são previsiveis, não sei se vc leu Conte-me seus sonhos, onde amocinha não eh bem a mocinha!!!
Oi Natália!
Li T-O-D-O-S os livros do Sidney Sheldon, acredite se puder! Apesar das tramas super elaboradas, a estrutura é sempre mais ou menos a mesma… o que não quer dizer de maneira alguma que seja ruim! Adoro, e devo grande parte da minha paixão pela leitura ao sr. Sheldon, que deus o tenha!
Abraço!
Olá! Eu concordo com vcs as tramas das novelas são muito repetitivas, elas tem o mesmo enredo com personagens diferentes. E como é cansativo acompanhar o sofrimento da mocinha, que derrama um rio de lágrimas do começo ao fim da trama,ela sofre tanto sem reagir, que eu acabo até gostando da vilã (hehehe)então no último capÃtulo…a redenção!!! No começo da trama já sabemos o final e não adianta esperar alguma “ousadia”, pq a grande maioria gosta mesmo é desta fórmula. Essa da Flora ser a assassina era “chavão certo”. Beijos
Eu sinto falta daquelas novelas que passavam em uma cidadezinha do interior do nordeste, e que as pessoas iam comprar coisas pras suas casas em Cerro Azul.
Ahhh lógico… agora todo mundo fala “eu já sabia”…
Tristeza, é que eu mesma, mesmo sem TV aqui na casica de praia, mesmo sem acompanhar a trama, mesmo me achando… queria que a novela fosse do jeito que costumava ser…
e… eu “assisto” a novela de orelhada no audio da TV dos vizinhos!… pode?
é a lama, é a lama…
Essas novelas, pra mim, são todas iguais.
para min não tenho mais nenhuma duvida, agora coitada da dona tela os homens vai tudo ficar atraz dela….
Fiquei bem frustrada quando descobri que a Flora era a má da novela. Realmente acreditei na sua inocência, mas confesso que a novela ficou melhor assim. Se fosse ao contrário, seria tudo muito previsÃvel e olha, estou de saco cheio dessas novelinhas que a gente já sabe o final antes de começar a assistir. Poderiam fazer outra no estilo de “A próxima vÃtima”.