É difícil encontrar mulher que resista a uma boa comédia romântica. Os filmes são sempre meio parecidos: moça conhece rapaz em circunstâncias estranhas, eles são obrigados a conviver, se odeiam, mas no final descobrem que se amam e são felizes para sempre. Um deles sempre tem um amigo engraçado para proporcionar o alívio cômico necessário à trama, e sempre tem uma cena no aeroporto ou no meio do trânsito, onde ocorre a fatídica declaração de amor e o tão esperado beijo. Mas não importa. Por mais que eu saiba exatamente o que me espera no cinema, não deixo de me entregar a essas duas horas de divertimento descerebrado, e saio da sala jurando que vou tropeçar no amor da minha vida. Então chegou a hora de homenagear estes filmes que tanto me alegram, e prestar um serviço a todas as leitoras do blog. Cá estão as dez melhores comédias românticas de todos os tempos. Palavra de especialista.

1) Simplesmente amor[bb] - Este filme é simplesmente extraordinário. E não é clichê, apesar de ter a cena do aeroporto. As tramas que se cruzam, o amor em suas mais diversas formas, os dramas, a imperfeição: é tudo milimetricamente planejado para fazer um conjunto espetacular. A cena do casamento da personagem da Keira Knightley, ao som de “All you need is love” é simplesmente uma das coisas mais lindas que o cinema já produziu. Agrada a gregos e troianos, mesmo aqueles que torcem o nariz para comédias românticas. Se você ainda não viu, corre na locadora e depois volta para ler o resto do post.

2) Dirty Dancing[bb] - O romance de Baby e Johnny é irresistível. É aquele filme que a gente pára para rever sempre, não importa quantas vezes. Com uma inspiração meio “A dama e o vagabundo”, é um clássico dos anos 80. A frase “no one puts Baby in a corner” não se tornou um clássico à toa e a cena final, onde eles dançam “The time of my life” sempre me faz chorar. Eu sei aquela coreografia de cor!

3) Bonequinha de luxo - Para mim, é a mãe das comédias românticas. A história de Holly, a garota que só queria saber de se dar bem na vida e se apaixona por um escritor, é encantadora. Os figurinos são maravilhosos, Audrey Hepburn está linda e o filme todo é muito fofo. A cena da festa no apartamento de Holly é clássica. Dizem que o filme deu uma bela abrandada na história de Truman Capote, mas eu gosto mesmo assim.

4) Alguém como você - Este filme vale por duas coisas: a teoria da vaca velha, facilmente aplicável entre os homens em geral e assustadoramente esclarecedora, e o Hugh Jackman de cueca. A história da produtora de televisão que se passa por uma socióloga idosa para explicar o comportamento masculino tem alguns momentos impagáveis e, repito, o Hugh Jackman de cueca!

5) Harry & Sally: feitos um para o outro - Outro clássico dos anos 80, esse filme é o responsável pelo longo mandato de Meg Ryan como a rainha das comédias românticas. Mostra os encontros e desencontros de Harry e Sally (com direito à famosa cena do falso orgasmo no restaurante), que primeiro se odeiam e depois se tornam grandes amigos, até o inevitável final feliz. Tem cena de aeroporto.

6) PS, I love you - Este é um filme recente, mas que entrou imediatamente na minha lista de clássicos. Depois de perder o marido (Gerald Butler, delicioso no papel), uma mulher tenta reconstruir a vida enquanto recebe cartas dele. A sempre masculina Hilary Swank está surpreendentemente bem no papel de mocinha, e ainda tem o Jeffrey Dean Morgan, igualmente gostoso e irresistível. O filme alterna bem momentos cômicos com cenas lacrimosas. E nem tem cena de aeroporto.

7) Uma linda mulher[bb] - Outro filme que eu já vi mais vezes do que é humanamente possível contar. Desta vez, o esquema clássico foi invertido e o romance improvável entre o lord e a vagabunda (literalmente). A partir deste filme, Julia Roberts se tornou conhecida internacionalmente e passou a receber polpudos cachês para estrelar as comédias românticas com papéis femininos mais fortes, aqueles que não combinavam muito bem com a Meg Ryan. Também foi a primeira vez que ouvi falar em manipulação de imagens: o corpo nos pôsters do filme NÃO é de Julia Roberts.

8) Nunca fui beijada - Um dos primeiros filmes a trazer Drew Barrymore como mocinha em comédias românticas, é tipo uma desforra das garotas que não eram desejadas durante a adolescência. A personagem de Drew tem a chance de voltar ao colégio depois de adulta para ser tudo o que não foi quando tinha 15 anos. Parece bobo, e é. Mas também é gostoso, divertido, engraçado. Filme para lavar a alma.

9) Como perder um homem em dez dias[bb] - A guerra dos sexos, tema clássico das comédias românticas, é bem explorada neste filme. Uma jornalista tem que fazer uma matéria sobre como perder um homem em dez dias, enquanto um publicitário precisa fazer uma mulher se apaixonar por ele no mesmo período para ganhar uma conta. E eles - oooohhhh - se encontram. Eu sei que é absurdo, mas juro que é engraçado. Vale pela cena em que Kate Hudson canta “You’re so vain” da Carly Simon, podre de bêbada. E o vestido amarelo dela também é uma coisa!

10) O diário de Bridget Jones[bb] - Jornalista, acima do peso, solteira… poderia ser eu, mas é uma personagem de ficção. Depois de conquistar milhões de leitoras ao redor do mundo, Bridget Jones virou uma personagem de cinema, interpretada por Renee Zelwelger, no único papel decente da sua carreira. Livro, filme, tanto faz. As aventuras de Bridget em busca do amor são sempre hilárias.

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