Antes de mais nada, quero esclarecer duas coisas: não suporto panfleto de candidato (gasta papel, suja a cidade e não acrescenta nada) e sou uma pessoa politicamente incorreta. Não hesito em fazer piada com a desgraça alheia. Mas não suporto grosseria e falta de educação.
Dito isto, vocês vão entender a gravidade do fato que presenciei hoje e o quanto eu fiquei chocada. Um cadeirante entregava panfletos de um candidato em uma parada de ônibus no centro de Porto Alegre, quando um senhor bem vestido pegou um, olhou e jogou no chão, aos pés do pobre coitado. Até entendo a indignação, eu também tenho vontade de pegar certos políticos, jogar no chão e pisar em cima. Mas aquele cara na cadeira de rodas não tem nada a ver com isso. Provavelmente só estava ali para ganhar uns trocos. Então qual foi o motivo de tamanha grosseria? Não entendo, juro que não.
Eu sou rainha de dar piti e levantar a voz quando sou mal atendida ou mal tratada. Trate as pessoas como quer ser tratado, certo? Mas faço questão de dizer bom dia, com licença, obrigada. E a grosseria está tão institucionalizada que posso jurar que uma palavra gentil causa um certo choque em algumas pessoas que não estão acostumadas a ser bem tratadas, tipo caixa de banco ou cobrador de ônibus.
Não adianta: esse é o país do jeitinho. O pessoal faz questão de sentar em lugar de idoso, furar fila, pegar as coisas alheias e etc. Uma pena. Sabe vergonha alheia? Pois é.
4 Responses para "A verdadeira vergonha alheia"
Pois é, eu também to desacreditado com a nossa sociedade hoje em dia. O mais engraçado mesmo é ver o choque do motorista do buzão quando você deseja bom dia ao entrar. uhahuahuahu =D
Pior é que no mesmo dia levei um chute ao descer do ônibus de um sujeito (se é que ele pode ser chamado assim) só pelo fato de eu estar com a camisa do meu time indo pro estádio. Ainda tentei perguntar o que diabos eu fiz pra merecer aquilo mas ele só ficou de dentro do ônibus me encarando. Foda-se. =|
olá!
Cheguei até aqui por um linque deixado no Querido Leitor.Havia mais de 250 endereços lá. Confesso que entrei em uns 100, desses, escolhi três que tinham conteúdo interessante, atualização constante e que fossem escritos a próprio punho - nada de só ctrlC + ctrlV.
Linquei o Diva no Divã do Masini. Aliás, por não aceitar acento no endereço, o meu fica divadomasini. (risos).
abraços
Marcos Masini
Blog - Divã do Masini
http://www.nossanoite.com.br/divadomasini
Eu vou além, Gisele: será que esse grosseirão, tão politicamente interessado e revoltado, iria às urnas se não fosse obrigatório? Ou, ainda, não vota no Zé da Padaria em troca de uns litrinhos de leite grátis?
Revoltado por revoltado, taí o Lula que era tão ferrenho crítico das direitas e dos oligopólios.
O povo brasileiro me enoja, Gisele!
Totalmente concordo contigo. Se a gente so vota em parente, amigo e conhecido, pra que tanto papel? Deveria ser proibido que nem outdoor.
Bjs
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