Antes de mais nada, quero esclarecer duas coisas: não suporto panfleto de candidato (gasta papel, suja a cidade e não acrescenta nada) e sou uma pessoa politicamente incorreta. Não hesito em fazer piada com a desgraça alheia. Mas não suporto grosseria e falta de educação.

Dito isto, vocês vão entender a gravidade do fato que presenciei hoje e o quanto eu fiquei chocada. Um cadeirante entregava panfletos de um candidato em uma parada de ônibus no centro de Porto Alegre, quando um senhor bem vestido pegou um, olhou e jogou no chão, aos pés do pobre coitado. Até entendo a indignação, eu também tenho vontade de pegar certos políticos, jogar no chão e pisar em cima. Mas aquele cara na cadeira de rodas não tem nada a ver com isso. Provavelmente só estava ali para ganhar uns trocos. Então qual foi o motivo de tamanha grosseria? Não entendo, juro que não.

Eu sou rainha de dar piti e levantar a voz quando sou mal atendida ou mal tratada. Trate as pessoas como quer ser tratado, certo? Mas faço questão de dizer bom dia, com licença, obrigada. E a grosseria está tão institucionalizada que posso jurar que uma palavra gentil causa um certo choque em algumas pessoas que não estão acostumadas a ser bem tratadas, tipo caixa de banco ou cobrador de ônibus.

Não adianta: esse é o país do jeitinho. O pessoal faz questão de sentar em lugar de idoso, furar fila, pegar as coisas alheias e etc. Uma pena. Sabe vergonha alheia? Pois é.

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