No post da Ane sobre as calcinhas fio-dental surgiu uma discussão interessante: algumas meninas apoiaram, outras disseram que adoram (e a gente finge que acredita), enquanto entre os meninos parece que foi unanimidade: eles amam calcinha pequena, e acharam que nós não gostamos porque temos a bunda gorda e/ ou somos lésbicas. Se bunda gorda fosse desculpa para não usar fio dental a Mulher Melancia não faria tanto sucesso, não acham? E para quem está em dúvida: não, não somos lésbicas, apesar de respeitar tremendamente quem é.

Mas não é disso que eu quero falar: uma das discussões que surgiu no fatídico post foi sobre usar as ditas cujas para agradar ao macharedo. Como eu disse em um dos comentários, nossos colegas parecem gostar de “mulheres gueixa”, que os esperam em casa depois de um dia cansativo no trabalho, usando uma calcinha minúscula, uma camisola transparente, com o jantar na mesa, uma lata de cerveja gelada na mão e pronta para massagear os pés. Ah, gente, isso é tão anos 50!

Não tenho nada contra fazer um agradinho para o namorado/marido/casinho. Usar uma lingerie mais sexy eventualmente, vestir aquela roupa que ele gosta, topar um lance diferente na cama. Os relacionamentos bem sucedidos são feitos de concessões. Mas tem gente que leva isso a sério demais: parece que aquele homem é o único na face da terra e que tudo na vida tem que girar ao redor dele. Conheço gente que não corta o cabelo porque o namorado gosta dele comprido. Conheço gente que não sai de casa sem a permissão do excelentíssimo. Conheço gente que não marca compromisso nenhum entre 18h e 20h, porque naquele horário o jantar TEM que estar na mesa.

Menos, minhas amigas, muito menos. O amor é lindo, mas a primeira pessoa a ser amada é você. A gente tem que se colocar em primeiro lugar, sempre. Se o cara ameaça te deixar porque você engordou dois quilos, usou um vestido curto ou gosta de lingerie confortável, manda pastar. Ele não te ama. Se amasse, iria te aceitar do jeitinho que és, com todas as manias e imperfeições. Porque somos humanas, e não cylons.

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