Não costumo fazer posts do estilo “querido diário”, mas a viagem a São Paulo rendeu tanta coisa que não posso deixar de compartilhar com os nossos queridos leitores. Não são apenas histórias sobre as pessoas queridas que reencontrei e aquelas que eu conheci. No curto período de três dias em que estive na capital paulista estive no banco de trás durante uma perseguição automobilística nos arredores do aeroporto de Congonhas (sim, persseguição mesmo, tipo aquelas de filme) e consegui ir na pior festa que a cidade já testemunhou. Mas me diverti muito, mesmo. Então, vamos por partes, em ordem cronológica:
A chegada - Como a passagem para Guarulhos é mais barata do que para Congonhas, desci lá e peguei um ônibus da própria Gol até Congonhas. Para quem gosta de ver o mundo pela janela ouvindo música, como eu, e não tem pressa, é uma beleza. Eu estava tranqüila, serena, até que em Congonhas peguei o táxi que ia me levar para o hotel. E aí começou o meu inferno particular: na saída do aeroporto, o táxi encostou em um
carro importado que estava parado na frente. Pronto. O motorista simplesmente levantou de seu lugar, foi até o táxi e deu um soco no taxista. Depois, claro, saiu correndo. Nessa hora meu coração já estava na boca e eu só tinha uma certeza: “isso não vai acabar bem”. Bom, eu obviamente sobrevivi para contar a história, mas que susto! O taxista resolveu sair atrás do motorista. Naquele trânsito de São Paulo. Às 18h de sexta-feira. No entorno do aeroporto. Enquanto eu pedia para descer, os caras cortavam na frente de todo mundo, entraram na contramão e se enfiaram em uns lugares que eu nem imaginava conhecer. Foi horrível. Até que pararam em um posto de gasolina, onde o motorista disse que estava se humilhando, que pedia desculpas e que estava estressado porque a mulher estava no hospital. Detalhe: o cara fez isso tudo na frente do filho. Que baita exemplo, né? Enfim, com o taxímetro marcando quase 100 reais (óbviooo que eu não paguei isso), ele me deixou no hotel. Dei meu nome e telefone, porque faço questão de testemunhar contra o motorista esquentadinho. E eles foram para a delegacia.
No hotel - Nem parei no hotel, de tantas coisas que eu tinha para fazer. Mas fica a dica: os quartos do Formule 1 são minúsculos. Tenho certeza que existem outros hotéis em São Paulo com quartos mais confortáveis e na mesma linha de preço. E com café da manhã incluído. E com iogurte incluído no café da manhã. E sem uma igreja ortodoxa do lado, com o sino praticamente dentro do quarto acordando a galera às oito da manhã. E sem internet por absurdos R$ 12,00 a hora (mas podia ser pior, no aeroporto é R$ 20,00). Mas sem uma estação de metrô do lado e sem o plus de ver uma noiva bizarra casando na noite de sexta-feira. Além disso, a tal TV a cabo do Formule 1 só tem os canais Globosat, e este final de semana só passou Law & Order. Saco.
Na Choperia Liberdade - Lá fui eu fazer festa na Choperia Liberdade, porque eu mereço ir em um lugar onde até a Chloe Sévigny já foi, né? Desembarquei na Estação Liberdade (repleta de emos, nossa) e fui procurar a tal Rua da Glória. Pedi informação e uma criatura nos disse “Ah, a Choperia fica em frente à Alta”. Pô, beleza, ajudou horrores. Mas, enfim, consegui chegar lá. E a Choperia é o que eu esperava, e mais um pouco. Não tem como não se divertir com a decoração tosca (foto roubada na cara de pau deste blog), que já tem até enfeites de Natal. Não tem como não se acabar com a galera cantando músicas toscas e os japoneses cantando feito profissionais. O cheiro de churrasqueira nem incomoda mais depois da sexta cerveja. Aliás, os garçons são super simpáticos e me serviram cerveja, tequila, saquê, capirinha e etcs. Só sei que no sábado acordei com a minha bolsa cheia de panfletos de um candidato a vereador do PV (que nem imagino como foram parar lá), e me contaram que eu dancei funk no estacionamento. Mas não confirmo essa história, da qual não lembro. Noite boa é assim.
Na Starbucks - Mesmo com a ressaca absurda, eu não podia deixar de honrar um dos compromissos para o qual estava mais ansiosa: conhecer e rever algumas blogueiras queridas com quem mantenho contato. Então, munida de providenciais óculos escuros, lá estava eu na Starbucks da Alameda Campinas às 9h30 de sábado para realizar meu sonho de fazer a Britney com um copão da cafeteria na mão (Starbucks, venha para Porto Alegre). E, apesar do cansaço, foi muuuito legal. Reuni pessoas de “mundos” diferentes, e todo mundo se deu super bem. Passei uma manhã mega agradável com a Sam Shiraishi (do A vida como a vida quer), a Renata Ruiz (do Moda para Usar), a Simone Miletic (do Só Seriados de TV), a Fernanda Furquim (do Revista TV Séries) e a Liliane Ferrari. Além, é claro, dos mimosos Giorgio e Lu, companheiros incansáveis que nem chiaram de ver as mães e um bando de mulher falando de assuntos que não os interessavam. A única coisa que os incomodou foi o homem que tirou os sapatos em plena Starbucks. Se serve de consolo, depois caiu uma água e o cara ficou com a meia toda molhada (fotos roubadas na cara de pau do blog da Sam):

Na Paulista / Na Liberdade: Durante o café comentei com as meninas que queria dar um pulo na Paulista para procurar uma câmera digital. Meu plano inicial era ir até a Santa Ifigênia, mas me disseram que nos xing lings da Paulista eu compraria pelo mesmo preço, e com mais segurança. A Renata Ruiz foi uma fofa, e andou comigo por todo o Shopping Paulista, pechinchando de banca em banca, até que eu encontrasse o que eu queria. Nem vou narrar tudo, só quero fazer uma observação: como são grossos aqueles chineses! Ou pelo menos a maioria deles. Ao contrário dos japoneses da Liberdade, super solícitos e prestativos. Ou pelo menos a maioria deles. Enfim, mesmo cansada, me toquei depois para o bairro japonês, afinal eu não ia passar minha tarde de sábado no quarto do hotel. Desta vez, fui mais fundo nas galerias e não fiquei só nas lojas da calçada. Meu deus, quanta loja de anime! É uma verdadeira febre! Fantasia de cosplay, action figures, dvds… uma loucura, e a gurizada consome com verocidade. Lá, aproveitei para comprar um MP3 Player para o meu filhote pela bagatela de R$ 25,00. Igualzinho ao que eu comprei há uns anos atrás por quase R$ 200. Se eu não tivesse gastado com a câmera, teria trazido muitos cacarecos, mas eu só pensava que preciso registrar a ida das divas a Buenos Aires para ver a Madonna. Ir até lá sem registrar é muita sacanagem, né?
Na pior festa do mundo - Depois de tantas andanças, eu estava simplesmente acabada. Então quando o meu amigo Guilherme Fogaça, gaúcho radicado em São Paulo, propôs que fôssemos no Vegas (que morro de vontade de conhecer e sei que vai fechar), fui obrigada a recusar. Fomos então a um boteco do lado do hotel (Esfiha Chic, honesto e com um preço bacana) tomar uma cerveja. Mas eis que uma outra amiga nos liga e fala de uma festa, em algum lugar da Vila Madalena, com hits dos anos 70, 80 e 90. Olhei para a Geisa e o Guilherme e soltei o tradicional “Vamos?”. Fomos. Quando estávamos subindo e descendo as lombas da Vila atrás do lugar da festa (Rua Purpurina. Isso mesmo: Pur-pu-ri-na), a Samara liga para avisar: “olha, o lugar é rústico”. Ficamos com medo, mas seguimos em frente. Chegando lá, descobrimos que era o único lugar de São Paulo que não aceitava Visa Electron. E era realmente rústico. E que eu tenho um dom: em uma cidade com infinitas opções, consegui ir na pior festa do mundo. Era uma festa de academia, e eles tinham que colocar 150 pessoas dentro do lugar. Então todo mundo levou a mãe, o pai, a tia, a vó. Festa estranha, com gente esquisita. Mas como a gente faz uma limonada dos limões que a vida nos oferece, nos divertimos horrores. Nos jogamos na pista ao som de Corona, Gretchen e funk da Piriguéti. Mas o ponto alto foi a Macarena e o YMCA, que rendeu a melhor foto do mundo:

No Dharma Day - No dia seguinte, eu estava ainda mais cansada e acabada quando fui para o Dharma Day, sobre o qual vocês podem ler mais aqui. O importante é que o Dharma Day acabou assim:

6 Responses para "As incríveis aventuras de uma gaúcha em São Paulo"
Aff.. nossa..
viagem boa é assim…
ligada no 330W e aproveitando tudo o que pode… e o que não pode!
Fato: com lei e ordem no hotel eu passaria o final de semana todo lá, hahaha :~
[...] o relato da Gi sobre sua aventura em um táxi, olhamos pela janela após nossa atenção ser desviada pelo Giorgio, filho da Sam, que [...]
Ola,
Sou de SP, estou sempre de olho no seu blog. que adoro.
Agora essa viagem para SP foi comédia vc contando aqui…
E se vc quiser saber dicas de hotéis de SP, vai no Guia SP, não faço idéia desse hotel que vc ficou, mas tem coisa um pouco melhor e com bom preço sim…rsrs..
Outra coisa.. se um chinês (como vc disse são grosso e folgados e eu não suporto isso) fazer alguma grosseria com vc, faça que nem eu.. ameaça a chamar a Polícia Federal.. ahh eles ficam uns santos..
Parabéns pelo blog..
Pri
Cansei só de ler… rs. Que correria.
[...] algumas semanas estive no Starbucks para um café da manhã com blogueiras de seriados e lá soube do lançamento do livro As [...]
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