Meus dez quase amores
Dia desses devorei um dos livros da Claudia Tajes, o “Dez quase amores“. O livro é aquela coisa: engraçadinho, mas não vai mudar a vida de ninguém. E não tem um final definido, o que eu acho péssimo no caso de um livro. A protagonista morreu sozinha? Casou e viveu feliz para sempre? Vai toda semana em um bailão para mulheres maduras? Não sei. Mas a obra faz qualquer menina namoradeira parar para pensar nos seus quase amores. Nos relacionamentos que não deram certo, e como a vida da gente poderia ter sido diferente caso a história tivesse ido para a frente. Eu lembrei de alguns, e omito aqui o nome dos envolvidos porque, né, nunca se sabe:
Quase amor número 1: O fulano era argentino e estava passando as férias no litoral gaúcho. Era aquela época em que a vida era fácil e eu passava os três meses das férias escolares na praia. Durante estes três meses, eu lia Fluir, sabia o nome de todos os surfistas profissionais e ouvia Bob Marley. Durante o resto do ano, usava camisa xadrez e ouvia Nirvana, Pearl Jam e Soundgarden. Como vocês podem perceber, eu era uma menina que me adaptava bem a qualquer ambiente, mas de uma coisa eu não abria mão: só gostava de caras cabeludos. Pois eis que surgiram estes argentinos, e eu e minha melhor amiga saÃmos com eles. Portunhol para cá, tu é linda para lá, e eu achei que finalmente ia estrear na vida amorosa. Quando o hermano, lindo e cabeludo como eu sempre sonhei, ia me dar aquele beijo na porta de casa, minha mãe apareceu.
Quase amor número 2: O beltrano era um cabeludo uns dois anos mais velho que eu. Me aproximei dele porque era perdidamente apaixonada pelo melhor amigo dele. Mas eis que a gente foi ficando semana após semana. Ele era bonitinho, querido e gostava de mim. Me pediu em namoro e eu não aceitei. Mas a gente só deixou de ficar quando eu tomei um porre e declarei, aos berros, meu amor pelo amigo dele.
Quase amor número 3: O sicrano era um lindo espécime masculino, com cabelos negros e longos que lhe renderam um apelido indÃgena. Ele tinha acabado o namoro com uma amiga minha há pouco tempo quando o encontrei em uma festa. Lá, ele me disse que estava arrasado porque ia se mudar para a Argentina na outra semana. Bom, eu não ia perder a chance, né? Na outra semana o encontrei no shopping, e descobri que os homens são capazes das mentiras mais deslavadas para conseguir o que querem.
Quase amor número 4: Foi o meu primeiro quase amor de cabelo curto. Era irmão de um amigo meu, e botei olho assim que o conheci. Ficamos algumas vezes, e quando ele me pediu em namoro, também não aceitei. Me arrependo até hoje, porque eu gostava dele. Muito. Depois do fora, o menino nunca mais quis saber de mim, e eu sofri horrores. Anos depois, o reencontrei, e disse não de novo.
Quase amor número 5: O Pastel (nome trocado, óbvio) foi o meu primeiro namorado MESMO. Nos conhecemos em uma festa louca e não nos desgrudamos. Ele vinha todo dia para a minha casa, passeávamos de mãos dadas, minha famÃlia gostava dele. Até que, no dia em que o Grêmio ganhou uma partida importante da Libertadores de 1995, ele sumiu. O encontrei em uma festa, ele sentou comigo e disse que queria terminar. Não fiz drama, mas minutos depois o vi com a nova namorada (!!!). No dia em que o Grêmio ganhou a Libertadores, nos encontramos no Estádio OlÃmpico e ele quis revival, mas não rolou. O revival acabou acontecendo muitos anos depois, só para eu descobrir que ele havia engravidado e abandonado a tal namorada. Definitivamente, há males que vêm para o bem.
Quase amor número 6: O Teco (nome trocado) é um dos caras mais bonitos que eu já vi. Charmoso, engraçado… pacote completo. Mas era muito problemático, e tinha muita mulher querendo um pouco de atenção dele. Caà fora.
Quase amor número 7: Não sei se posso chamar de quase amor um relacionamento que durou oito anos. Rendeu muitas histórias, dois filhos, e acho que uma amizade. Acabou porque a ilha quis assim.
Quase amor número 8: Esse eu só conto depois da minha formatura.
Quase amor número 9: Esse eu conheci em um barzinho aqui da Cidade Baixa. Papo vai, papo vem (regado a cerveja, claro) e o bonito me pergunta: “Tu lembra qual é o meu nome?”. Putz, que insegurança palha! Claro que eu não lembrava, mas mandei andar antes de revelar esse detalhe.
Quase amor número 10: Em aberto, porque a minha história ainda não terminou…



=p
Tua situação no quase amor número
1 foi bem parecida comigo..
E eu amo cabeludos, Nirvana e Pearl Jam até hoje. Huahauahauahua
Adorei as tuas histórias de quase amores!!!!!
Argentinos? cabeludos? Eu tb fui apaixonada por cabeludos. Ainda acho charmoso, mas não como antes. Já argentinos.. sempre são charmosos! hahaha
Ah, eu só fui descobrir qual de vcs estava escrevendo no quase amor 7. Estava em dúvida entre Gi e Mari, a Ane não iria ser! hahahaha
bjs!
Hahahaha amei!! A ilha quis assim…
Tati, não tinha como ser eu desde o número cinco! Eu só tinha 10 anos!! ehehehe
Hehehe, quase toda mulher digna desse nome já teve paixão por um cabeludo uma vez na vida né?
Adorei!!!
Mas eu ainda sou daquelas que faz a divisão clássica entre amor e paixão. E pra mim, enquanto acho perfeitamente possÃvel (e saudável) se apaixonar muitas e muitas vezes, amor, amor mesmo… ah, umas duas vezes se vc tiver muita sorte mas isso é assunto pra outro post né?
Adorei!
Beijos!!