As monstras que somos
Escrevo aqui inspirada por um espÃrito provocador. Há quanto leio os homens e suas manias, achincalhados pelas mulheres em páginas e páginas po aÃ. E desde o texto da inglesa Juliana Foster na Piauà – traduzida por uma das minhas preferidas, a Vanessa Bárbara - vi que pimenta nos olhos dos outros é refresco. Engraçadinha, Juliana deixa claro e mostra bem essa nossa necessidade de rir dos machos. Talvez o façamos para esconder os nossos deslizes de fêmea.
Um destes deslizes foi bem observado na teoria de que o Homem não trai, do Morróida. Em suma, ele ri e se entristece com a dificuldade do homem em conter seus instintos. Apronta as suas, mas continua sendo o mesmo panaca de sempre. E se penaliza porque a mulher um dia inventa que falta algo em sua vida. E muda. Se transforma em um ofÃdio, venenosa e escorregadia. Traiçoeira mesmo.
E eu concordo com essa teoria. Aliás, já concordava com a falta de escrúpulos feminina desde que li o Bruxo Velho em Dom Casmurro. Ele deu vida à Capitu, com seus olhos de ressaca, de cigana dissimulada. E eu concordei com ele desde sempre, Bentinho é a vÃtima, sempre foi a vÃtima.
Eis a diferença entre machos e fêmeas: a alta capacidade que a fêmea tem de dissimular perante os olhos masculinos. Com isso ela consegue sempre o que quer, ou desconsegue o que ela não quer mais.
Nem todas desenvolvem essa habilidade. E, sendo fêmea, eu não me orgulho muito disso, pois não são raras aquelas que usam tal artifÃcio para o mal.
E não venha me dizer que volta e meia, você leitora, já não teve vontade de dar um pontapé naquilo que outrora foi seu objeto de desejo. É assim com o seu guarda-roupa, é assim com as suas jóias, é assim com seus homens ou com qualquer coisa que lhe tenha apetecido e que de uma hora pra outra passa a ser insosso. A resposta para isso é: hormônios. Muitos, altas doses, que quando entram em desequilÃbrio, já era… E de Dr. Jekyll você vira Mr. Hyde… E dissimula horrores.
Pois então paremos de rir dos homens. Porque, acima de tudo, você, como eu gosta, e muito deles. No meu caso eu até tenho certa preferência por aqueles mais germânicos - mais volumosos e com muitas consoantes no sobrenome. Mas isso é assunto para outra hora.
Para subsistir, você precisa deles, necessita deles, e em alguns casos, os deseja. Paremos, pois, de rir deles. Nós, na nossa complexidade de fêmea, somos monstras vulneráveis, e como Aquiles, podemos ter nossos calcanhares atingidos a qualquer momento. Moças, eles podem ser frágeis, mas sem eles não somos nada.



Sua monstra!
Precisei indicar 15 blogs interessantes, e claro, indiquei vcs para o “Prêmio Dardo”…
http://www.teoriaslost.com/2008/09/prmio-dardos-blogs-por-blogs.html
Abraço!!!
Essa matéria já deu o que render. Por sinal, qyase todos falando mal. O que não era por menos. Afinal, é de se perder a conta – só no Brasil- de ensaios mais bem humaorados e dissecados sobre nós, homens.
Bom dia, de fato concordo com esta matéria, divido apto com uma amiga e se é difÃcil enxergarmos a nós mesmas, qdo temos outro espelho é, não tem como fugir rsrsrs. estava pensando nisso tb esses dias, a mulher deixa de ser vitima pa bandida rsrsrs