Houve um tempo em que não havia preocupação com depilação íntima. A mulherada deixava a natureza seguir seu curso, e o macharedo não reclamava. Só rolava aquela giletinha básica no verão. As únicas que ostentavam suas perseguidas depiladas eram as atrizes pornô, para facilitar a visualização dos espectadores. De uns anos para cá, a “brazilian wax” se popularizou, e é cada vez mais difícil marcar horário com as depiladoras. Todo mundo quer exibir seu bigodinho de Hitler.

A opinião dos homens mudou: mulher que não deixa a dita cuja quase totalmente desprovida de pêlos é relaxada, anti-higiênica. Nada sexy. Vera Fischer e Cláudia Ohana se tornaram símbolos de mau gosto quando fizeram fotos para a Playboy exibindo vastas cabeleiras lá embaixo. Enfrentar a dor e a humilhação de abrir as pernas para uma desconhecida a cada 15 dias se tornou uma obrigação das fêmeas vaidosas. Até que, de onde menos se espera, surgem duas heroínas para dizer que sim, usam a velha e boa lâmina! Duas mulheres lindas e inteligentes, símbolos de uma geração frutífera em símbolos sexuais, disseram não à  ditadura da cêra quente e andam dividindo opiniões por aí:

A ex-BBB e atual não-sei-o-quê Gyselle Soares até pensou em deixar os pêlos pubianos em formato de coração para o ensaio para a revista Playboy, mas optou por deixar a cabeleira ao natural. A  classuda Mulher Jaca, que muito batalhou para conseguir estampar a capa de uma revista masculina (engraçado… antigamente, a mulherada queria ser professora, agora o objetivo é ser objeto), está na capa dos maiores sites do Brasil bradando aos quatro ventos que nunca se depilou e só vai tirar o excesso para as fotos. Ou talvez faça em formato de estrela… Mas o importante é que as duas bateram pé e defenderam o direito de escolha!

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