Como nossos pais
Na infância e adolescência, tudo o que a gente quer é ser totalmente diferente das nossas mães. Principalmente as meninas, que costumam travar uma batalha imaginária contra a progenitora. No caso da minha mãe, não eram apenas os valores de uma outra época que me incomodavam. Era o seu jeito superprotetor, o emprego que exigia demais, as reações exageradas diante das adversidades da vida. E por mais que eu tenha me rebelado, por mais que eu tenha tentado ser diferente dela, hoje – prestes a completar 28 anos – me dei conta: estou me tornando a minha mãe.
Não me entendam mal: amo minha mãe, admiro as lutas que ela travou ao longo da vida e a tenho como um bom exemplo de mulher. Só não pretendia reproduzir algumas atitudes que eu não considerava tão nobres assim. Quando eu mal a via, sempre perguntava porque ela não mudava de emprego. E hoje sou eu que passo alguns sábados e/ou domingos longe dos meninos por causa do jornal. Eles nunca reclamaram, e eu nunca cogitei mudar a minha rotina. Na rua, eu fico bem louca: não quero que eles andem perto do meio-fio, agarro a mão deles com toda força para atravessar a rua, fico preocupada quando sobem em árvores… percebem o padrão?
Muitas vezes, depois de fazer ou dizer alguma coisa, me pego pensando “Isso é tão Dona Lêda!”. Não que seja ruim, acho que ela fez um bom trabalho com a minha criação, mas não deixa de ser irônico. Portanto, meninos, quando lhe disserem que para saber como será uma mulher no futuro basta observar sua mãe, acreditem. Daqui a 40 anos eu estarei fazendo tricô, lendo muitos livros, fazendo trabalho voluntário e bem mais magra do que hoje.
PS: Mãe, um beijo! Te amo!
PS 2: Rory e Lorelai ilustram este post porque são muito mais glamurosas que as Ramos Girls.



rssssss…
pode acreditar que você não tah sozinha….
Nossa, qntas vezes não me pegue fazendo as mesmas coisas que a D. Ana????
Outro dia fikei um tanto assustanda quando meu namorado me disse, depois no meio de uma “pequena discurssão”: “quero apostar como tua mãe fala do mesmo jeitinho com teu pai”…
… e fala mesmo…. ¬¬
MAs prefiro pensar no lado bom…
Se hoje eu estou onde estou, se sou o que sou é por “culpa” dela… se a regra se cumprir… eu devo fazer o mesmo por meus filhos…
=D
nada só.
bah, sempre escrevo sobre minha mãe. Como ainda não tenho filhos (sim, 22, estudante, moro com a mãe) não coloco a dona Julia tão em prática. Mas percebo nas coisinhas nossas dde cada dia a nossa semelhança.
As mães são as melhores!