Já falei por aqui que gosto da Preta Gil. Não como atriz, e muito menos como cantora, mas sim como pessoa. Preta perdeu a batalha contra a balança e decidiu levantar a bandeira fat and proud. Mesmo acima do peso, usa vestidos curtinhos, decotes provocantes e tem uma vida amorosa bem agitada. E não aceita ser chamada de gorda, pelo menos não de uma maneira pejorativa. Tá certa ela: demérito é ser burra. Ser gorda (ou estar gorda) é acidente da genética, ou da ansiedade combinada com a preguiça, sei lá. Mas não torna as pessoas piores, com certeza.
Preta exagerou quando resolveu processar o Google quando seu nome foi associado à expressão “atriz gorda”. Os algorítimos não têm culpa se é isso que o povo fala dela. A culpa é dos blogueiros de humor (todos nerds igualmente gordos, aposto) que só enxergam isso nela. Mas não exagerou quando resolveu processar o pessoal do Pânico na TV, que fez brincadeira com essas imagens:

Não assisti ao tal programa, e não sei o que foi levado ao ar. Mas, levando-se em conta a qualidade dos quadros do referido programa (só gosto do Christian Pior #prontofalei), boa coisa não foi. E hoje saiu a sentença: Preta ganhou R$ 100 mil em sua ação de danos morais. Segundo o advogado dela, Preta chegou a chorar, tamanha a emoção por ter vencido essa batalha na guerra contra a ditadura da beleza. Eu choraria por causa do dinheiro, mas cada um com seus problemas.
Não sou favorável à gordura excessiva, e nem à magreza excessiva. Mas vou sempre ser contra esses padrões irreais, onde as mulheres só podem ser assim consideradas se exibirem corpos perfeitos, esculpidos com muitas horas diárias de malhação e quem não se encaixa vira motivo de chacota. Basta fazer uma busca simples no Google para achar muita gente infeliz com suas gordurinhas. E isso não vale, temos que ser felizes do jeitinho que somos. Se sentir bem, se sentir bonita é um direito de todas, e é essa a lição da Preta Gil.
One Response para "Super Preta contra o baixo-astral"
É imperdoavél estarmos em 2008 e achar normal essa agressividade.
Fico feliz por Preta GIl. E penso que humor se faz de forma inteligente sem evidenciar os pontos “supostamente “fracos de cada pessoa.
Cor, idade, aparência ainda determinam o grau de respeito que todo cidadäo merece neste paí? Precisamos evoluir gente!!!!!!
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