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Você entende o que lê?

11/11/08 – Diva Diz em Comportamento, Diva Opina

O número de analfabetos no país tem diminuído, diz o Ministério da Educação. Porém 21,6% (dados de 2007) da população brasileira e analfabeta funcional.  E por essa definição o MEC entende pessoas com mais de 15 anos que estudaram até a 4ª série ou menos.

Mas, num panorama extraoficial, analfabeto funcional é aquele que mesmo sabendo formar palavras e ler, lê e não entende.

E, em tempos de inclusão digital isso se torna um perigo. As informações pululam de todos os lados, a todo instante. A internet abre espaço para descontração, ironia, informalidade e o bom e velho ‘achismo’. Aos leitores, além de saberem separar o tal do joio do trigo, espera-se que não levem tão a sério o que circula pela rede.

No mundo virtual, o espaço é de todos. A informação jorra e cada um faz uso dela como bem entender, eu sei. Mas, o número de comentários que lemos por aí, mostra o quanto as pessoas têm deficiências na compreensão. E não falo só de blogs, grandes portais noticiosos sofrem com o analfabetismo funcional.  São pessoas lendo um amontoado de palavras, destacando algumas e fazendo um livre ‘discurso’  sobre aquilo que não entenderam.

E de quem é a culpa? Textos mal escritos? Acontece muito. Mas, a educação do país é falha. Passamos a vida escolar interpretando textos: De quem a Mariazinha gostava? Quem deu o presente para o Joãozinho?

Questões super vitais para a vida de qualquer cidadão. Fosse eu professora, proporia interpretações da vida real. Pega o jornal, interpreta os fatos do dia, entende o que acontece no mundo. Muitas professoras devem fazer isso, eu imagino. Porém, penso que deveria fazer parte do currículo obrigatório. Trazer as crianças pra vida desde cedo.

Entender que no mundo em que elas vão crescer a informação que transborda por todos os lados, se bem utilizada, pode mudar alguma coisa no mundo. Nem que seja apenas para criar discussões de nível, onde pessoas entendem o que lêem e colaboram com o debate de forma construtiva.


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47 Comments

1

Não sei como foi feita essa pesquisa que revelou o percentual de analfabetos funcionais, mas nas nossas escolas o quadro é assustador.

Uns 90% dos meus alunos (de 11 a 16 anos), no mínimo, são analfabetos funcionais. Incapazes de entender um parágrafo ou de escrever uma frase com um mínimo de coerência.

Quase todos eles, é claro, usam Orkut e MSN. Dei uma pesquisada e encontrei os perfis de vários. Eles escrevem (sic) cada absurdo.

E o governo chama isso de inclusçao digital…

2

Hoje mesmo li uma entrevista do Ziraldo onde ele dizia que ler é mais importante que estudar. Concordo: ao invés de decorar fórmulas matemáticas, regras ortográficas e datas históricas, os estudantes deveriam aprender a pensar. É triste escrever um texto e vê-lo mal interpretado por essa horda de ignorantes que navega na internet hoje em dia.

Abraço!

3

Sabe, esse post me fez elmbrar de como me dei conta como essas interpretações que aprendemos na escola são…. xulas… digamos…
quando terminei o 3º ano, começouuma onde de concursos, e lah fui eu estudar p fazer o tal… quem disse q eu passei???? rssss
Fiz cursinho e tal, vi zilhões de leis e administrativas, direito penal, processual… afff…. mas o cursinho quase não focava em portugues, matemática e conhecimentos gerais…
foram as 3 provas q mais reprovaram na época…. conhecimentos gerais pq abordava basicamente noticias (da época) ao redor do mundo, envolvendo politica, economia, meio ambiente, etc… (esse concurso me fez criar o hábito de ler pelo menos 3 jornais diferentes por dia….)
e a de português…. so interpretação de textos…. artigos de jornais e textos juridicos…. penseeeeeeee!!!!!!

Mas sabe, eu vejo isso mudar.. pelo menos por aqui… tenho visto uma geração nova de professores tentando mudar isso… espero de coração que esse esboço de mudança não seja passageiro, nem que seja somente aqui….
=*

4

Concordo plenamente. Tive apensa uma professora que nos fazia interagir com textos reais, na quarta série. E na sexta série tive uma que nos fazia ler um livro por mês, trocando com os colegas a cada mês. No final, fazíamos uma miniprova com perguntas-chave.

Uma coisa que me incomoda é o uso da palavra “através”! Através atravessa. A luz passa através da janela.

Esses dias, vendo TV, de bobeira, me deparei com dois erros de concordância nas novelas. Um na das 19h, outro na das 20h.

Um amigo meu disse também: “Que bom saber que a maioria dos meus amigos votaram na Soninha!”. A maioria não votaram nada!

Um abraço!

6

Concordo plenamente, mesmo no 3º ano do ensino médio(que é o que eu estou cursando) existem muitas pessoas que não sabem nada…apenas decoram coisas pra tirar nota alta na prova e 1 dia depois já esqueceram de tudo. Eu mesma já fiz isso, até o segundo ano era o meu método de ir bem em provas (e sempre ia bem). Só fui perceber o quanto isso era perda de tempo nesse ano, quando comecei a fazer cursinho e ver como que funcionava mesmo.

Em pleno 2º grau, se eu escrevi 5 redações foi muito (no vestibular pedem 7, de tipologias variadas). O foco principal é a literatura, nos três anos, sendo que isso deveria ser matéria pra um, no máximo. Gramática, produção de texto e interpretação sempre ficaram em segundo plano. Isso que o meu colégio é considerado um dos melhores do Estado (e voce fica imaginando como é que não devem ser os piores….)

Enfim, o método de ensino deve mudar, pois a tendência, com essa maravilhosa “inclusão digital”, é só piorar.

7

Concordo plenamente com a pesquisa. Sou professor de língua portuguesa e percebo que a cada dia, os alunos estão piores e imaturos. Sequer conseguem entender o que é lógico. A única preocupação deles é se conectarem com MSN e orkut. 0 advento da tecnologia ainda não trouxe benefícios reais para toda esta garotada. Navegam entre muitas informações e sequer sabem fazer uso delas. Uma pena!!.

8

É uma pena, estas estatíticas em nosso país! Um país que deveria formar leitores. As crianças de hoje não se interessam pela leitura.. Elas só querem ficar em frente ao computador, e o pior: escrevendo tudo errado. Quando adultas e forem prestar um concurso, não saberão nada!!!!!!!!!!!!

9

Infelizmente essa é a realidade do nosso País. Um país que deveria formar leitores! E o que vemos em nossas crianças e adolescentes são seres que ficam em frente ao computador, e o pior: escrevendo tudo errado. Quando adultas e forem prestar um concurso público, não saberão nada!!!!!!!!!!!!!

10

A grande verdade é que os países “desenvolvidos”, tem como nível básico 8 séries e os países em desenvolvimento tem 4 séries básicas, mas a responsabilidade não é somente das escolas, os governantes, falo do país em que vivo, não se importam tanto com o INAF (índice que mede o analfabetismo funcional), mas sim com o IDH, que vai atingir diretamente a taxa de risco do país e atração de investimentos, hoje o Brasil ocupa a posição 80 com idh 0,8 (considerado o mínimo para uma vida de qualidade), e o analfabetismo funcional, apesar de diminuir ano a ano, fica em segundo plano.

11

Nossa isso realmente é fato, mas gostaria de deixar um comentario sobre algo parecido que a propria yahoo fez! Na chamada sobre o novo video-game da tec-toy (zeebo) eles disseram que a tec-toy vai competir com o wii e o Ps3, ledo engano! jamais aquele video game conseguirá atingir o publico alvo do ps3 wii ou xbox 360, ele é muito fraco!!Mas decidi ler a noticia na integra e esta correta, somente a chamada ficou errada.
Bom mas o negocio realmente é filtrar a informação, so estou fazendo este comentario que achei engraçado, ao pessoal da yahoo mais cuidado com a parte de games, percebemos varias gafes na area ;) , espero que entendam isso como uma dica.
Abraços

12

Então não sei se leremos anos a fio na escola esse jornau coisa de gente velha (ai que chatooo) quando correria atraz de umas letra estranha quem me disse ser desconhecidas do grande público e depois sai vazando dos conhecimentu que temos assim de escrever qualquer coisa mesmo depois qndo tah tudo legal e vc conseguiu PENSAR NAKILO DIREITO.

eh maih ou menos assim

13

Concordo em boa tarde com o texto, mas devo ser analfabeta funcional, pois pelo que entendi no final do texto a culpa é dos professores que não trazem a realidade para dentro de sala e que as aulas devem ser mais construtuvistas. Ou seria este mais uma reportagem que coloca o professor novamento como refém?

Será que quem fez a pesquisa já teve uma aula construtivista no Brasil?

Por favor mais atenção nos entre linhas…

Chega de culparem os professores.

14

Concordo em boa tarde com o texto, mas devo ser analfabeta funcional, pois pelo que entendi no final do texto a culpa é dos professores que não trazem a realidade para dentro de sala e que as aulas devem ser mais construtuvistas. Penso assim, pois a autora disse que se fosse professora ela iria porpor trabalhar com a realidade.( Ela seria a professora 10)

Ou seria este mais uma reportagem que coloca o professor novamento como refém?

Será que quem fez a pesquisa já teve uma aula construtivista no Brasil?

Por favor mais atenção nos entre linhas…

Chega de culparem os professores.

15

O Ministério da Educação engana-se quando afirma que o analfabetismo tem diminuído no nosso país. O que ocorre é que tem aumentado o número de pessoas que aprenderam a desenhar o nome.

Há falha na educação básica. Não é novidade alguma este percentual de analfetos funcionais e acredito que o número seja até maior.

O Brasil precisa evoluir muito ainda.
Conheço pessoas que estudam em universidades, veja bem, universidades, e não sabem redigir um simples texto.

16

a verdade e uma so,nosso pais precisa de educadores dedicados,as escolas e a seus alunos,coisa que nao acontece hoje os educadores so querem ganhar seus salarios,e o ensino que realmente e necesario eles nao se importam muito e tb com a ajuda dos aulunos que muitas vezes vam as escolas so por ir e nao com vontade de aprender ! Digo isso porque e a pura verdade tive meus filhos muito joven e depois de muito tempo voltei a estudar e os professores eram pessimos como educadores,nunca se importavam com as perguntas dos alunos que tinham muitas duvidas sobre ok estavamos aprendendo ela dizia que deviamos ler e eu respondi que estava ali para aprender com ela,porque se eu soubesse as respostas nao teria voltado a escola ela ficou chateada comigo por causa disso e quase me preujudicou no final do ano so nao ocorreu porque eu era uma aluna organizada e pode provar que eu estava certa.sinto muito por outros professores que em alguma parte desse pais realmente adoram ensinar de verdade !

17

Concordo com a pesquisa, no país é grande o número de analfabeto funcional. Mas não vamos ficar jogando a culpa no estado, no professor ou sem lá em quem, gostaria de lembrar que todos nós temos uma parcela de culpa, se o estado e os professores são culpados pelo analfabetismo funcional a sociedade também é, pois, cabe a ela cobrar uma educação de qualidade para essas crianças e jovens que estão nas escolas com o objetivo de se tornar um cidadão. Cobremos das autoridades competentes uma educação que formem cidadãos, mas cidadãos críticos, capazes de interpretar o lêem, o vêem e o que ouvem, sem deixar-se envolver por opiniões formadas de terceiros.

Um abraço.

18

Verdade! o professor mais uma vez na berlinda.
Existem muitos professores que ganham muito pelo que fazem. mas, existem outros que se desdobram para fazer o melhor possível mas o sistema não permite. È gratificação demais pra quem não faz nada e salário baixo pra quem realmente trabalha. Os representantes do nosso país fazem questão de que a maioria seja analfabeta funcional, caso contrário quem votará neles? Os sábios? Os cultos? os bem informados?? A maior prova disto é a programação da nossa TV principalmente as novelas e programas de fim de semana – são uma vergonha NACIONAL! E é isto que os “analfabetos” assistem. Tem como melhorar?

19

Olha gente… nao da pra culpar os professores por tudo nao! e claro que muita coisa pode ser feita na sala de aula, mas ler ou nao ler e muito de incentivo que pode muito bem ser vindo de casa, ou da televisao. eu nunca tive professores que me motivaram a ler qualquer coisa e eu sempre li bastante. e uma coisa mais abrangente, cultural, tem gosto pessoal envolvido. e muito facil a pessoa jogar video game o dia inteiro e os pais acharem lindo, afinal, podem por a culpa no professor e se esquivar da responsabilidade.

20

Concordo com Maria. No final da ponta, sempre os professores são considerados culpados. por que não questionam as tantas teorias e propostas metodológicas que andaram pregando a não-correção dos erros ortográficos, o não-estudo da gramática, etc, etc. Pois, se ainda há professores que aplicam o “De quem Joaninha gostava?” ou, “Qual foi o presente da Pedrita?”, é porque eles bem sabem que, antes de ser capaz de ler e entender jornal, etc., é preciso aprender a encontrar estas “respostinhas simples, num texto simples.
“Trazer as crianças para a vida desde cedo”? Ora, respitemos suas etapas de crescimento e seu direito de avançar com calma e segurança. Não será resultado dessa queima de etapas que está aparecendo hoje como o denominado “analfabetismo funcional”? Como alguém vai entender um texto se não conhece a função da pontuação, o vocabulário? Assim como na interpretação do texto, parece que é a questão do “Não”. Até há pouco tempo atrás essa palavra na boca de um educador era ofensa, qualquer regra que tivesse o “não” era traumatizante. O que se observa hoje? Todos correndo atrás dos limites que jogaram fora por considerarem isso ultrapassado, retrógrado e prejudicial. Amanhã estarão correndo atrás das cartilhas da abelhinha, da velhas e condenadas gramáticas e do “Que presente Pedrinho ganhou?”. Pois, pode ter certeza, quem não aprende essas ditas “baboseiras”, não entenderá jamais a linguagem de jornais e muito menos textos técnicos sobre qualquer assunto. Será, quando muito, um leitor de horóscopo, um comprador de jornal para recortar o selo do brinde, um correspondente do correio sentimental, interagindo somente com outros do mesmo nível. Bem, a inclusão digital para quem não sabe interpretar é realmente um perigo. Mas, coitado do professor que insistir com livros e cadernos e não se atualizar com orkut, msn, blog, etc.! Sempre haverá alguém dizendo que a culpa de tudo é dele!

21

Que em nosso país há um grande número de analfabetos funcionais não é segredo para ninguém que leciona a Língua Materna, pois é a realidade que enfrenta todos os dias, nas salas de aula. O número de alunos que chegam ao 3º ano do Ensino Médio, sem de fato saberem ler é bem maior do que o apresentado por esta pesquisa.
A boa notícia é que, pelo menos no Estado de São Paulo, este panorama irá mudar gradativamente, pois a proposta curricular das escolas públicas estaduais foi totalmente reformulada este ano. O principal enfoque é a unificação de conteúdos, ou seja, se um aluno mudar de escola não terá problemas em acompanhar as aulas na nova escola, uma vez que o que ele estava aprendendo na antiga é o mesmo que ele continuará aprendendo na nova. Além disso há uma preocupação em fazer com que o aluno desenvolva sua capacidade leitora através de textos da vida cotidiana, como jornais, matérias de revistas, entrevistas, etc. Em Língua Portuguesa não se ensina mais a gramática de uma forma normativa e sim dentro de um contexto. Os professores de todas as disciplinas estão sempre participando de cursos de aperfeiçoamento e tenho certeza absoluta que com todas estas mudanças e também com um novo olhar do aluno para o que representa a educação em suas vidas, conseguiremos reverter esta situação lamentável de analfabetismo funcional em nosso país.

22

Se é para falarem de educação como realmente ela deve ser tratada, com alterações profundas e intensas na estrutura organizativa de escolas, de sistemas escolares e educacionais públicos e particulares de um modo geral, com equipação das escolas de material didático adequado às novas realidades sociais de nossa época, remuneração e cargas horárias adequadas aos professores, além de mais pessoal qualificado para o ambito escolar a fim de que realizem seus trabalhos profissionais cada vez melhor, e não somente que se fique na falácia utópica – para não dizer irrealizável – da busca de valorização da auto-estima dos alunos, especialmente a dos que não usufruem de condições sociais e econômicas favoráveis ao desenvolvimento pleno de seu potencial de aprendizagem, praticamente colocada na condição de “coisificação” epistemológica do campo educacional-pedagógico, por serem estes alunos os “coitadinhos” das injustas desigualdades sociais do país, aí poderemos buscar realmente uma saída mais relacionada a resolução do profundo dilema da baixa aprendizagem da leitura e escrita dos alunos de nosso país.

24

Pessoal, estou iniciando um fórum de leitura; gostaria que, se alguém tivesse texto, sugestão ou idéia, passasse. Agradeço bastante.
Abração, Wagner.

25

Uma coisa importante que gostaria de citar é que as crianças precisam conhecer o significado das palavras, começando de casa. Tenho uma filha pequena e quando digo uma palavra diferente lhe pergunto, sabe o que é? e la responde que nao, entao eu explico ou digo que procure no dicionario. Pois muitas vezes conhecemos as palavras, mas nao sabemos seu significado.

Saudaçoes

26

Desculpem o protesto, mas a realidade está aquí na nossa frente.
Em todos os textos escritos até agora, notamos erros da língua. Até mesmo a “professor” de português.
O culpado de tudo isso: o professor.
Motivo: perdeu o respeito

Pena!

Renato

27

é realmente alarmante o fato de os alunos nao entenderem o que lêem e fico indignado com a culpa que colocam nos professores a respeito disso. são pessoas que desconhecem a realidade das salas de aula superlotadas onde os mestres não dão conta de atender individualmente e, mais ainda a progressao continuada que desestimula o aluno a se empenhar nos estudos- infelizmente a cultura do brasileiro não é a da leitura que deveria ser estimulada desde cedo pelos proprios pais da criança- sou professor de historia e geografia e não fico dando decorebas de datas historicas aos meus aluninhos, mas percebo que os fatos citados acima já causaram nessa geração que está vindo ao mercado de trabalho um estrago muito grande- se alguem tiver a formula magica (solução), por favor a revele a nós professores que estamos carregando um fardo enorme sozinhos; abraços

28

Maria e Nelsi

Não eu não culpo os professores. Ou não só eles. Não continuei no texto para não estender muito. Mas, eu mesma tive dois tipos de professores de português: o que apenas cumpre o currículo (e não o culpo) e aquele que sempre fazia mais, que ensinava a pensar e questionar.
Mas, com absoluta certeza existem questões maiores envolvendo a deficiência de educação. Na escola que estudei, por exemplo, a direção e até mesmo os professores diziam em alto e bom som que a escola perdia muito dinheiro ao rodar um aluno. E os alunos despreparados continuavam a passar de ano.
A questão é muito mais profunda, e eu não saberia dizer como mudar 100%. Minha proposta/sugestão, foi apenas uma.

Abraços

29

Sobre a coisa da internet… os sites mais acessados como o da globo.com. são os que contém mais notícias sem função e erros de português! Os jornalistas tem que aprender a escrever direitinho!!!

30

O assunto tratado nesta matéria tem realmente grande relevância, e me parece que é grande o número de pessoas que estão acordando para essa catástrofe linguística que ameaça nossos jovens, adultos do amanhã, engenheiros, médicos, professores, advogados e, ufa, sabe-se lá que outras profissões que formam o espírito da sociedade em que vivemos .
Sem dúvida a internet contribui negativamente para a pobreza da língua, mas há muito, muito mais por trás de tudo isso. Talvez esteja começando um movimento para resolver o problema, em que a aplicação de técnicas eficientes seja considerada. Precisamos de vontade, dinheiro, inteligência.
Não acho que criticar seja a saída, mas sou obrigada a admitir que o comentário acima é verdadeiro, o que fundamenta nossa preocupação: todos os textos acima têm graves erros de português, inclusive o artigo que deu origem à discussão. E então, para quem escreveu o texto e os comentários seguintes, vejo uma saída e gostaria de deixar minha humilde sugestão, algo que fiz, quando percebi que meu português não dava nem para o gasto. Estudem, partindo do início mesmo. Um curso de português reconhecido ajuda bastante. Foi o meu caso. Mas não basta ir às aulas. É preciso mergulhar de cabeça e escrever, fazer exercícios e corrigi-los para saber onde ainda existe problema. Agradeço pela oportunidade e espero que o movimento dê frutos.

31

Esse analfabetismo funcional aumentou desde que os pais começaram a fazer os trabalhos de seus filhos. As crianças não pensam mais. Eles chegam em casa com a tarefa e entrega para os pais que então vão pesquisar por eles, vão comprar o material que precisa, vão assim carregando os filhos “no colo” até formarem na faculdade.

32

Outro dia ouvindo uma radio de grande incursao nacional, numa entrevista a respeito da ma formaçao academica de nossos novos medicos,um professor dr.medico dizia que o principal problema , e a falta de formaçao basica, pois a grande maioria dos alunos (escolas/universidades particulares,onde quem tem dinheiro para pagar cerca de 4 mil reais de mensalidade consegue matricular-se) e formada por analfabetos funcionais, ou seja ,aqueles que nao entendem aquilo que estao lendo.
Agora se temos esse problema nas faculdades de medicina, quanto mais no restante dos cursos ,onde acredita-se que haja menos exigencias por parte das instituiçoes!!!

33

Estou no 3º período de pedagogia e percebo que não é trabalhado muito na criança a interpretação de texto. Isso é um erro pois é necessário que as elas soltem a imaginação.

34

Socorro!!!! A leitura dos comentários mostra que a situação é muito mais grave do que fala o texto base! Seria um vírus que atingiu essa grande parcela da população?

35

Rafaella, sem ser que você considera chato ler jornais, não entendi nada do que você falou…

36
paulo Cesar de olivwiea
13 de November de 2008 às 12:14 pm

Nós mortais enxergamos o fato como uma vergonha nacional. mas todos os dias o GOVERNO divulga resultados de quebra dos indices educacinal positivos. então “ELES” são imortais.(não vivem no pais chamado BBrraassiill)
Paulo Cesar de Oliveira

37

cooolééé kra, tá pensando q é o q?
ocês naum saca nada de poesia
falô meu véio!

38

Acredito que ficamos procurando culpados para uma realidade da qual também o somos. Educação não pode ser tratada com objeto de pesquisa somente para constatação, mas para direcionar ações. Em nossa casa, com nossos filhos ou pessoas próximas, qual tem sido nossa ação. Quanto tempo paramos para ouvir nossos filhos, contar “histórias”, falar sobre a vida – maravilhas e ou aramadilhas?
Em muitos relatos percebemos a necessidade de aprender para prestar concursos! Para mim isso é um objetivo prático, diferente do ato de educar. Se hoje temos tantos problemas pelo denominado analfabetismo funcional em contrapartida a queda do analfabestimo, acima citado, devemos atacar o problema da funcionalidade lingüistica, compartilhando estratégias e avaliando experiências para poder reaproveitá-las ou não. Outra coisa! É preciso conhecer e compartilhar a realidade da escola. Participar! sentir-se co-responsável de um processo que diretamente influencia nosso vida. Educação e conhecimento são essências, não objetos de especulação. Agir em nossa realidade. Acredito ser esse o caminho.

39
Nilo Sergio Lemos de Souza Jr
13 de November de 2008 às 12:29 pm

Realmente tenho visto em sites de relacionamentos e programas de bate papo vários erros. Não são erros do tipo “diminuir quantidades de letras” por exemplo: axo (acho) ou aki (aqui) ou também akele (aquele). São erros de Língua Portuguesa, como por exemplo: meMsagem, menSSagem, voÇê, eNpório, negóSSio, coiZa, e outros mais que se eu relatasse, aqui não caberiam.
Tenho esperança de que nosso Governo Federal melhore a qualidade de ensino no País.
A nossa educação tem que ser reformulada, não só alterar algumas palavras, como foi feito.
O ensino no Brasil ainda é falho e precisa de muitas melhoras.
Acabar com o ensino à distância pode ser o primeiro passo.
Se cursar uma faculdade indo todos os dias já é difícil, imagine cursar uma faculdade à distância?
Você teria coragem de se consultar com um médico que se formou em uma faculdade à distância?
Posso até estar errado no que digo, mas é minha opinião.

Nilo Sergio

40

Com alguma dificuldade consegui ler os comentários até aqui. Alguns destes não entendi até agora! Não por me considerar analfabeta funcional, mas por não conseguir decifrar o que estava escrito! As pessoas não revisam o texto que escrevem?
Sou usuária de orkut, msn, blogs e sempre procuro tomar o cuidado de não deixar a pressa atrapalhar a leitura da minha mensagem…
Logo, concordo com quem defendeu os professores. É claro que existem professores bons e ruins, assim como existem alunos bons e ruins, e, fundamentalmente, educação que vem de casa boa e ruim.
Acredito que o problema não se personifique nos pais que fazem trabalhos por seus filhos, mas por conta dos pais que não se interessam em saber o que os filhos estão estudando. Alguns nem tiveram oportunidade de estudar e portanto se sentem incapazes de ajudar as crianças, e permanecem na inércia do não-conhecimento.
Tenho uma tia que foi em casa e me pediu ajuda em química, pois minha prima não sabia resolver as equações e ela não tinha idéia de como ensinar. Ela não foi simplesmente pedir para resolver o problema da filha, mas foi tentar entender do que se tratava para tentar ensiná-la. Não é isso que está faltando? Apoio em casa? A família tentando solucionar o problema da educação na parte que lhe compete?
Falta vontade nos pais e, principalmente nos alunos!
Concordo com os que disseram que é muito cômodo para os alunos passar de série sem grandes esforços em aprender o que lhe é proposto. E acrescento: esse quadro só vai mudar quando a sociedade sentir necessidade de mudar. Quando os alunos perceberem que o conhecimento pode ser benéfico em diversas situações da vida (não apenas nos concursos públicos). Que passar horas tentando decifrar um texto não significa ignorância, mas sim esforço – e que o esforço leva à conquista.
As pessoas participam desse comodismo de colocar sempre a culpa no governo, nos professores, no sistema de ensino… quando na verdade elas mesmas não demonstram vontade de mudar. Vejam os comentários acima! Pessoas “digitalmente incluídas”, que não conseguem expressar um raciocínio, e, sequer se dão ao trabalho de revisar o texto que escreveram. A culpa é de todos nós! Cada um em sua inércia de não-conhecimento… vamos mudar de postura?

41

Estamos deveras, diante de uma verdadeira dinâmica quando da interpletação de textos, pois os comentários evoluiram tanto a ponto de de colocarem a culpa em alguém. Será mesmo que os professores, educadores, médicos, profissionais em geral deste país tem alguma culpa nisso. A Vida nos ensina de forma cruel e assim a interpletamos.

42

Estamos deveras, diante de uma verdadeira dinâmica quando da interpletação de textos, pois os comentários evoluiram tanto a ponto de de colocarem a culpa em alguém ou algo. Será mesmo que os professores, educadores, médicos, profissionais em geral deste país tem, a internet e outros meios de comunicação tem alguma culpa nisso. A Vida nos ensina de forma cruel e assim a interpletamos.

43

Isso é o Brasil. Como sempre a culpa é do professor. Pobre professor. A única categoria profissional que deve trabalhar primeiro por amor e que toda a população pode achar que faria melhor do que ele.

44

Ricardo,

Na realidade apliquei ali uma desconstrução da linguagem. Em alguns momentos eu admiro a ausência de qualquer tipo de lógica nos textos “internetês” que abundam orkuts e msns. É extraordinário que, mesmo na ausência da linearidade textual e cadência gramatical, estes personagens ainda se façam entender. São uma infinidade de diálogos impossíveis, cedilhas improváveis, kás em lugar de quês. Isso é tão formidável quanto acompanhar a comunicação de chipanzés em seu habitat natural; apesar de sua linguagem ser demasiado simplória quando comparada a do homem, nós ainda precisamos decifrá-la, entender seu argumento gestual e tonal. A ignorância e burrice, nesses casos, se tornam por demais complexas. Veja só: uma pessoa treinada neste tipo de anarquia textual conseguiria compreender muito bem o que escrevi. Não é estranho?

45
Jaqueline Manuele Ferreira Lima
13 de November de 2008 às 1:25 pm

Nossa!!!! essa matéria diz a realidade do nosso Brasil e eu me sinto prejudicada pelo ensino que tive nas escolas públicas onde estudei.
Estou na faculdade e sinto muita dificuldade na elaboração e apresentação de trabalhos por conta do pouco conhecimento e interpretação de texto que tenho.

46

Oi Mariana Bom dia,
Primeiramente venho te parabenizar pelo texto que escrevestes….
O intuito do blog é ser uma vitrine de, e sobre educação.
Se vossa senhoria reparar, logo em baixo eu cito a FONTE de onde eu tirei o texto, que foi no site do ministério da educação, onde não havia seu nome no mesmo. Por isso, não coloquei como sendo de sua autoria por que não sabia! mas não coloquei o meu nome, o qual só esta gravado para que o professor saiba que foi eu que postei, não eu que escrevi,não esta assinado. Se me permite gostaria de manter o texto no blog com a sua autorização, e sua assinatura!. Modifiquei o título, e não conseguir salvar a mesma foto, para que ficasse mais atraativo.
Se puder responder por email lhe fico grato!
Atenciosamente,
Roi Fernandes

47

E alguém entende o que diz????

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