A MORTE INVENTADA – Alienação Parental

05jun 05:50

amorteinventada A MORTE INVENTADA – Alienação Parental

Há algum tempo atrás assisti em Anna Maria Braga uma matéria que falava sobre o assunto. O tema me chamou atenção, me deixou interessada. Comecei a pesquisar tudo sobre ele e entrei em contato com o pessoal que o está divulgando.

Hoje, estou aqui fazendo o mesmo, pois acredito no dever de conscientização, acho que muitos problemas podem ser sanados quando conseguimos expô-los. Muitas pessoas têm suas vidas destruídas por causa disso e o pior de tudo é que por mais que os pais sofram quem realmente é sacrificado é o filho.

No meu ponto de vista hoje essa é uma situação que muitas pessoas vivem depois que se separam, acho que antigamente ela era mais vivenciada pelos homens, mas hoje muitas mulheres passam pelo mesmo problema. Além disso, acredito no amor que todo genitor tem pelo seu filho, seja ele pai ou mãe, creio que os alienadores muitas vezes não têm idéia do que estão fazendo, eles transmitem a decepção, o desprezo e a raiva que sentem por seus antigos parceiros para seus filhos.
Muitas pessoas não conseguem lidar com a separação, pois ela gera muita dor e sofrimento, mas por mais difícil que ela seja, poupar a criança é fundamental.
Laços entre homens e mulheres são eternos enquanto duram, mas entre pais e filhos devem ser inquebrantáveis, ninguém tem o direito de querer mudar isso.  Infelizmente nem sempre é o que acontece, pois são muitas as pessoas que usam seus filhos como arma de vingança contra seus ex-conjugues, elas matam a imagem do antigo parceiro, destroem tudo que for referente a ele, querem esquecer que o tiveram em suas vidas, deixá-lo para trás.

A grande pergunta é e o filho?

Como essas pessoas podem querer que esse filho faça o mesmo? Perder um pai ou uma mãe quando eles realmente morrem é trágico, deixa muita dor na criança, agora imaginem matar um dos progenitores em vida? Matar a imagem daquela pessoa que por instinto natural deveria ser uma referencia?

Não é justo! Não é amor!

Mata a criança também, pois rouba dela um laço que deveria ser eterno, sem limitações e sem culpas.

Leiam o texto que recebi, divulguem e ajudem, pois acreditem todos os envolvidos nessa situação precisam de ajuda.

“A MORTE INVENTADA – alienação parental”

Um filme de Alan Minas

eflyer3 A MORTE INVENTADA – Alienação ParentalApós a separação de um casal, cabe aos ex-parceiros entrar em comum acordo para definir as bases para uma boa convivência com os filhos provenientes daquela união.

Ao contrário disso, o que encontramos e em profusão, são verdadeiras batalhas que tendem a se estender às instâncias judiciais durante a disputa pelo direito de convívio com a criança. Esses embates podem encobrir sérios distúrbios de comportamento, onde o que realmente impera é o objetivo de afastar definitivamente seu ex-cônjuge do convívio da criança, como simples instrumento de vingança e punição pelo fim do relacionamento.
Para isso, todos os recursos são utilizados, desde comentários negativos a respeito do ex-companheiro na frente da criança, desqualificando-o, até a situação limítrofe de acusá-lo judicialmente de ter cometido algum tipo de abuso, emocional,

Psíquico ou físico, causando graves e irreversíveis danos a todos os envolvidos, principalmente à criança.

A esse tipo de distúrbio de comportamento dá-se o nome de Alienação Parental.
A pessoa que promove o afastamento da criança do ex-cônjuge é chamada de progenitor alienador; e a outra, afastada do convívio do filho, é chamada de progenitor alienado.

Esse tipo de comportamento não é recente, mas só foi classificado e descrito pela primeira vez na década de 80, pelo psiquiatra infantil norte-americano Richard Gardner.

Segundo ele, a alienação parental “resulta da combinação entre a programação (lavagem cerebral) feita pela doutrinação de um progenitor com a própria contribuição da criança em vilipendiar o progenitor alienado”.

O alienador modifica as percepções de seus filhos por diversos meios com o único objetivo de dificultar, impedir e romper o vínculo com o outro progenitor. A criança passa a vê-lo sob a ótica do progenitor alienador. A raiva, o ódio e o desprezo tornam-se atônica da relação entre ambos.

Em mais de 92% dos casos de separação, a guarda das crianças é de responsabilidade da mãe. Assim, por conta dessas estatísticas, é comum encontrar em diversas literaturas a referência da figura materna como alienadora.

Mas, é importante salientar que também são comuns os casos onde o pai exerce o papel de alienador.

A Morte Inventada

Quando os filhos são usados como instrumento de vingança.

O documentário longa-metragem A Morte Inventada(2009), do diretor Alan Minas e da Caraminhola Produções, ficará em cartaz no Rio de Janeiro, no Cine Glória entre os dias 05 a 11 de Junho no horário das 18:00h, não haverá sessão na Segunda-feira, 08 de junho.

Clique aqui para ler o release do filme (PDF) e deixamos você com o trailer do filme:

Imagem de Amostra do You Tube

Sobre Andrea Godoy

Fisioterapeuta e Personal Trainer por profissão, bloga por paixão; escreve sobre moda, beleza e saúde feminina e procura fazer do Diva Diz o cantinho das mulheres antenadas. Siga ela no Twitter!

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Comentários

  1. Abel Neves de Oliveira disse:

    Senhores,
    Eu estou vivenciando isto. O que está relatado no filme que acabei de ver num excerto acima. Estou em Paris procurando estabelecer contacto com meus dois filhos (menino e menina, menores) os quais a “Justiça brasileira” do TJDF julgou por bem, permitir que se afastassem de mim, porque a mãe sendo francesa/kabyle reproduziu para as crianças o mesmo quadro do que se passou com ela aos cinco anos de idade. Perdeu o pai. Encontrado morto no banheiro. Quando minha filha fez a mesma idade, 5 anos, reproduziu o mesmo processo de perda, sendo que estou vivo, para que os filhos sintam as mesmas dificuldades que vivenciou. Sou somente fonte de recursos financeiros ao qual a mãe e o douto advogado, seu patrono, recorrem, cada vez mais vorazmente. É mais um aspecto onde a justiça brasileira não existe.
    Abel Oliveira

  2. muito interesante,vivo essa situaçao,tinha a guarda dos meus 3 filhos q a gora e un desastre q chaman de compartilhada,minha filha maior foi morar com a mae apos ser tratada coma traidora(9 anos)pela mae por querer ficar comigo logo apos fiquei 8meses seguidos sem ver a minha filha agora a guarda e compartilhada porque a mariana estava se distanciando dos irmaos q espero nao c distancien de min.

  3. Andréa Godoy disse:

    @Abel:
    @Rodolfo:
    Muito legal vocês estarem aqui dividindo isso, quando escrevi esse artigo, quis divulgar o problema, pois o considero muito grave, os filhos sempre serão as maiores vitimas. Espero que a situação de vocês mude, torço por isso! Gostaria muito que as pessoas que agem como alienadoras vissem esse artigo e reavaliassem suas ações, agindo com coerência pelo bem da criança.
    Bjus e boa sorte!

  4. Rafaella Leme disse:

    Oi Pessoal,

    Eu sou a Rafaella, que participou do documentário “A morte inventada”, gostaria de parabenizar o site, por divulgar o filme e assim explicar o quê é a Alienação Parental. Informar é a melhor maneira de evitar que mais casos como o meu e de tantas outras pessoas, se repitam. Isso é muito grave e tem que ser tratado como tal.

    Obrigada.

    Bjs, Rafa ;)

  5. Andréa Godoy disse:

    @ Rafaella:
    Obrigado pelo comentário e parabéns pela iniciativa de dar seu depoimento no documentário feito pelo Alan, atitudes assim fazem a diferença, melhoram o mundo!

    Bjus!

  6. carlos eduardo ribeiro feliciano disse:

    é surpriendente encontrar esse tipo de assunto, pois vivo essa triste experiência atualmente me separei em 07/2007 estabeleci visitas e qual não foi minha surpresa quando na véspera da visita, meu filho na época com 12 anos,simplesmente não quiz mais me ver e posteriormente nem sequer falar comigo. fui ve-lo no último dia 03/06 em uma audiência de tutela antecipada pedida pela mãe.após esse tempo todo só perguntei porque esse tratamento dele em relação mim e fui severamente acusado,julgado e condenado por só cobrar as coisas da criança e assim segue minha luta para porvar o óbvio. com a fé maior em DEUS conseguirei provar todas as mentiras “haverá o dia em que os humilhados serão exaltados e sobre os ímpios pesarão a mão de DEUS” abraços Carlos Eduardo R Feliciano

  7. Andréa Godoy disse:

    @Carlos Eduardo:Muitas pessoas infelizmente passam por isso, essa é uma triste realidade gerada pelas mágoas e conflitos que muitas separações causam, o mais triste disso é que como sempre repito os filhos são os maiores prejudicados. A realidade é que eles crescem com uma visão deturpada dos alienados, se sentem abandonados, não amados. Em muitos casos a verdade vem à tona e esses filhos podem construir um novo relacionamento com esses genitores, mas o que me revolta nisso tudo é que ninguém é capaz de devolver para essas pessoas o tempo que elas perderam as dores causadas por esse afastamento deixam marcas e isso é tão injusto.
    Torço por você e por seu filho, não desista, tenha fé!
    A verdade e o amor sempre prevalecerão!

  8. joao vitor gomes disse:

    Eu sofro com este problema desde janeiro de 2004, conheci essa doença em meados de 2005. No começo de 2004, minha ex mulher disse que queria se separar, eu falei tudo bem, ela sem mais nem menos falou para meus dois filhos, um de 15 e outro de 17 anos e uma menina de 4 anos e meio que eu era um ótimo pai, mas que ela não gostava mais de mim e então queria se separar. Ela me pediu para sair de casa, eu não aceitei porque nós tinhamos casados com comunhão parcial de bens, foi qando ela me disse que eu não saisse ela sairía. Foi quando eu falei pode sair, aí começou as brigas, 5 meses depois ale saiu de casa levando meus tres filhos. Ela não deixava ver minha filha em hipótese alguma, chamou policia, deu queixa na delegacia que eu tinha problemas piscológico, então começou me alienar, eu já conhecia outra doença que ela tinha que é a sindrome do pânico mais em um grau baixo, os dois filhos não queria me ver, encurtando o comentário, 4 anos longe dos filhos, minha filha neste ultimos cinco anos não passei nem um natal nem um ano novo nem dia dos país nem aniversário ( faço aniversário no mesmo dia que minha filha ). Só agora que meus filhos se aproximarão de mim, neste dia 1 de junho de 2009 que eu consegui reunir meus três filhos na minha casa graças a deus.Mas continuo preocupado com minha filha de 10 anos, que ela já veio comentar comigo que a mãe dela não da atenção pra ela, e que detesta o namorado dela. quando ela saí com o namorado não deixa filha sair comigo, deixa com a irmã a avó com a vizinha. Eu apesar de estar de bem com meus dois filhos estou mais preocupado com a menina,e tem outras coisas que eu queria comentar mas não posso por causa de meus filhos Graças a deus que apareceu alguem para fazer este documentário.

  9. Andréa Godoy disse:

    @João Vitor:
    Tenha fé em Deus que tudo se resolverá, você passou por muita coisa difícil, mas pelo jeito o pior já se foi, aos poucos seu relacionamento com seus filhos se restabelecerá e quanto a sua filha acredito que o melhor é estar sempre conversando, mostrar para ela que você esta ai e que se importa com ela, com muito amor e carinho ela saberá que tem em você um grande apoio.
    Boa sorte e obrigado pelo seu comentário

  10. lalina Pinto disse:

    olá
    como os demais ,vivo e tenho sofrido com isso.
    minha filha foi arrancada de mim e foi morar com o pai e a madrasta,
    os dois construiram más referencias ao meu respeito.
    o pai quis me substituir e fazer a minha filha aceitar a madrasta como mãe,e me excluiu do convivio dela.
    moramos em cidades diferentes,nao consigo contato com ela,tomamos distancia,minha filha me odeia,me trata com hostilidade.
    tive depressão nao conseguir rerguer minah vida desde então.
    ele para forjar provas contra mim,criou um email no qual minha filha tinha meus dados e forneceu a ele,dizendo que eu não a queria,que eu queria viver minha vida e me distãnciar dela.
    eu com depressão cai no jogo sujo dele,e até então nao conseguir reaver minha vida e minha filha.
    esse tipo de crime deveria ter previsto uma pena ,para que nao acontecesse e que nao prejudicasse a uma criança a ponto de faze-la a odiar quem lhe deu a vida!!!

  11. Andréa Godoy disse:

    @Lalina:
    Sei que deve ser muito difícil, mas você tem que ter forças para lutar, não caia nesse jogo sujo.
    Lute para mostrar que é tudo mentira, só você pode fazer isso, não desista, siga em frente e acima de tudo tenha fé, cedo ou tarde tudo se resolverá

  12. Nara Chaves disse:

    Gostaria de parabenizar aos criadores desta página.
    Criei meus filhos que hoje estão com 17 e 16 anos e sempre pedi a Deus o equilíbrio de não confundir os pontos daquele ser que pra mim foi tão negativo…Soube não misturar o marido ao pai e criar meus filhos dizendo que eu me separei do homem mas o pai eles teriam que buscar conhecer.Não quis dividir com eles o peso da minha escolha errada de marido. Hoje meus filhos amam o pai mesmo ele (pai) tendo escolhido se afastar por mágoa de mim e deixar o vazio na vida dos meus filhos. Fiz a minha parte e hoje ao ouvir sobre alienação parental me sinto totalmente justa com os meus filhos.Hoje sofro porque eles aman uma pessoa que preferiu se ausentar e que não soube fazer o que eu fiz:Ver os filhos como seres independentes de mim.
    Parabéns e bjs.

  13. Alexandre Benevides disse:

    parabéns pela iniciativa de divulgar este assunto tão importante e muito mais comum do que se imagina . só quem está vivendo esse problema como eu sabe o sofrimento que é ficar longe dos filhos injustamente .

  14. Andréa Godoy disse:

    @Nara:
    Obrigado e parabéns por ter conseguido manter o equilíbrio em sua separação, sei que não é fácil separar o marido do pai e novamente a parabenizo por ter conseguido, foi um ato de amor para com seus filhos e isso é um grande exemplo a ser dado.
    @ Alexandre:
    Obrigado e como sempre digo, pois realmente acredito, tenha paciência e perseverança, que as coisas se resolvem.

    Bjus aos dois!

  15. Cristina disse:

    Caros Leitores,
    Eu infelismente estou vivenciando esta situação a 06 anos,meus dois filhos que hoje são adolescentes, moram com o pai e a avó, hoje graças a reportagem no Fantástico do dia 21.06.09, fiquei sabendo o nome correto Alienação Parental, o que meu ex marido e a mãe dele faz com meus filhos é uma violencia em doses homeopáticas,no intuito de se vingar de mim, usa os próprios filhos para me afastar, me caluniar, a justiça precisa urgentemente fazer alguma coisa para mudar esta situação, que tem causado trauma, pavor, medo, ansiedade, e tristeza. Eu não perco as esperanças que unidos conseguiremos reverter esta situação. Uma MÃE desesperada !!!

  16. Andréa Godoy disse:

    @Cristina:
    Ainda bem que a cada dia que passa mais e mais pessoas estão tomando conhecimento desse crime, que é a alienação parental, espero que com isso a justiça se pronuncie e tome as devidas precauções para sanar com esse mal. Minha idéia ao divulgar o tema foi essa, acredito que assim, mostrando e dando nome ao fato ele deixe de ser visto como apenas “um problema de relacionamento entre pais separados”. Solidarizo-me com sua dor e peço a Deus que esse pai e avó se conscientizem e vejam que quem realmente esta sendo vitima das atitudes deles são as crianças.
    bjus

  17. claudio ito disse:

    Parabenizo a Rafaella Leme por tratar esse assunto c/seriedade e maturidade,afinal,tenho uma filha c/a mesma idade e que mora c/sua mãe no Brasil.Estou separado a vários anos e percebi a alguns meses atrás que a alienação parental começou a surgir após ficar desempregado e consequentemente sem condições de enviar remessas mensais de dinheiro,daí minha filha tirou até meu sobrenome do nome dela no orkut e no msn,nw se corresponde mais e foge qdo a procuro,indícios de alienação parental.

  18. teresa disse:

    vivo isso, pois meu ex faz questão de denegrir minha imagem perante meus filhos e perante minha família inteira. sinto uma revolta muito grande,pois parece que cometi o maior crime do mundo por não ser mais casada com ele. isso me deprime, pois sou uma mulher lutadora, professora e com idoneidade moral e n vejo meus filhos se afastando de mim: não posso buscá-los para ficar comigo, pois ele proíbe que eu vá perto da casa onde moram. Tenho que esperar a boa vontade deles em me ver. Na verdade é assim que me sinto: morta perante meus filhos e não sei o que fazer. não me conformo com tudo isso e sinto vontade de gritar para o mundo o que acontece comigo e as vezes penso que vou enlouquecer, pois sempre fui muito carinhosa e muito presente na vida dos meus filhos, que só ficaram com ele porque ficou com tudo que construímos e na cidade em que moro a sociedade machista impera.

  19. Wilna Ribeiro disse:

    AS LÁGRIMAS, A EMOÇÃO VIERAM A MIM AO VER ESSE VÍDEO QUE RETRATA A FALTA DE AMOR DE UMA MÃE OU DE UM PAI PARA COM UM FILHO OU FILHA. O PROGENITOR ALIENADOR NÃO AMA SEU FILHO(A), NA REALIDADE NÃO AMA NEM A SI MESMO. TENHO CONVIVIDO COM ESSA SITUAÇÃO E VEJO O SOFRIMENTO DO MEU ESPOSO, DO HOMEM QUE EU AMO, DO PAI DA MINHA FILHA DE 6 MESES. ELE TEM UM FILHO DE QUASE 12 ANOS E A MÃE DESSA CRIANÇA SOFRE DESSA SÍNDROME DA ALIENAÇÃO PARENTAL. A JUSTIÇA DOS HOMENS TALVEZ SEJA CEGA, MAS A DE DEUS NÃO É. QUE DEUS ILUMINE ESSAS PESSOAS QUE FAZEM OS FILHOS SOFREREM POR PURO EGOÍSMO E POR PURA FALTA DE AMOR PRÓPRIO. AMÉM…

  20. SINDROME PARENTAL. NÃO DA MAIS PARA AGUENTAR.

    Hojé dia 18/07/2009 Assisti todas as entrevistas desde Ana Maria Braga, Fantástico, Blogs após pesquisas sobre o assunto Síndrome da Alienação Parental.

    Bem fui casado 20 anos. Tive um padrão médio elevado e dei de tudo para minha família. Na constância do casamento tive 3 filhas onde agüentei por elas pois jamais queria as minhas filhas com pais separados em virtude de ser já filho de pais separados, apesar de não agüentar mas suportar a situação como minha ex mulher pelas filhas que acompanharam. Mas uma coisa eu tinha em mente não queria o que passei para minhas filhas pois apesar de nossas divergências eu sempre achei que minhas filhas tinham uma orientação e cuidados excelentes da mãe Psicóloga.

    Não era o que aconteceu na realidade. Quando não agüentei mais e pedi a separação tudo veio a tona, problemas financeiros, familiares e a odiosa vingança veio a tona. Fiquei sem chão, perdi as 3 princesas da minha vida, Fui ofendido de todas as maneiras imagináveis por ação, exclusão de tudo que fui e representei como pai e mesmo como marido. Fiquei e fui parar em INSS auxilio doença por 3 anos. Fiquei dormindo com dois colchões no cão do escritório. Pedia pelo amor de Deus para ver minhas filhas e nada. Elas mesmas já diziam não ter tempo e me humilhavam de todas as maneiras possíveis inclusive com palavras de baixo calão. Mesmo assim ficava quieto pois tive três prisões decretadas e assinadas pela ex que não precisa da assinatura das meninas pois representava mesmo que legalmente. Mesmo assim elas assinaram. Não tinha dinheiro para comer mesmo tendo patrimônio imobilizado sem liquides. Pois a partilha tudo que tinha liquides cedi para minha ex para me livrar da pressão psicológica. Mas não nego e fiquei quieto em relação as meninas que já chegaram a dizer que o pai delas tinha morrido e moramos a menos de 2 km.

    Com muita força de vontade para sair daquela depressão profunda com pericias do INSS , fui fazer uma faculdade de direito e me formei em 12/07. Por obra do destino quando entrei na faculdade cai na mesma turma da minha filha do meio hj. Tb. Advogada. Para minha surpresa, mas ela tinha transferência para outra faculdade de maior nome. Meus amigos de sala disseram que se eu era o pai de fulana pois ela dizia que o pai dela morreu e chorou no dia dos pais… Não da para agüentar….

    Quanto a minha filha mais velha que sempre foi meu braço direito hj. Engenheira eletrônica em tele-comunicações de um grande grupo financeiro. Por ela e as outras que me pediam para agüentar a mãe que aquelas provações eram para me tirar do serio. Mesma coisa ou talvez pior. Pois perdi totalmente o sentido de vida e chão.

    A terceira e mais nova que na época tinha 15 anos somente fiquei sabendo dela por terceiros quando uma amiga me mostrou uma foto dela em um blog de uma expressiva empresa aérea onde a mesma e Comissária de Bordo.

    Amanhã dia 19/07/2009 estará fazendo 8 anos e sete anos sem ver minhas filhas e ter convivência. Não sei o que mais fazer pois desisti apesar de falar, rezar, estar deprimido sem o carinho que sempre tive e tenho pelas minhas filhas que me orgulhos muito delas apesar de tudo.

    Essa trama toda foi familiar.. não quero com isso acusar mas a familiares completamente materialistas diziam que ia perder tudo. Por isso foi o desespero em querer me tomar tudo e através de advogado sem escrúpulo algum.
    Hoje sou Bacharel em Direito. Mas não consigo viver sem resolver esse problema com as minhas filhas não causados por mim. Apesar de minha ex ser psicóloga, abusar de influências com delegada da delegacia da mulher ou seja acabou com minha vida e tem feito de tudo para me deixar cada vez mais para baixo apesar de muita luta até hj. Por esse motivo resolvi ficar quieto não aceitando mas ficar sem ir atrás.

    Não vi a formatura de minhas filhas. Tenho apenas informações por terceiros, perdi 8 anos de minha vida já passei por depressão e ainda tenho meus altos e baixos.

    O pior disso tudo e perder minhas filhas que não consigo esquecer e ficar um só dia sem chorar ao lembrar delas. Mesmo quando passo em uma porta de penitenciaria e vejo a fila de familiares fico em desespero, pois lutei e trabalhei a minha vida para minhas filhas e faria de tudo para telas Apenas não consigo entender ou ao menos fazer negócios financeiros com minha ex mulher para telas novamente. E uma dor insuportável. Mesmo calado estou com elas sempre em pensamento. Mas isso não q o que basta e não agüento mais viver assim ao ponto de chegar ao desespero, tenho algum controle apenas para me mostrar forte e não ceder financeiramente com a mãe delas, pois tudo e negocio com ela que já chegou ao ponto de dizer em minha cara que me devolve tudo se eu cancelar a separação e casa-se novamente com comunhão total de bens.

    Já tive e fui provocado em todos os sentidos para chegar a loucura estou sendo forte preciso de ajuda. PRINCIPALMENTE DEPOIS DAS MATERIAS EXPOSTAS SOBRE O ASSUNTO. Mas não sei como. Apenas quero minhas filhas. Posso afirmar que nunca roubei, matei e qualquer ato que desabonasse minha conduta de pai. Me separei na mãe delas apenas e não foi por outra ou qualquer outro tipo de traição.

    Francisco Carlos Abranches
    11 7630 3529

  21. Andréa Godoy disse:

    @Francisco Carlos Abranches:
    Nem sei o que dizer, confesso que me emocionei muito com sua historia e gostaria muito de te dar uma luz, uma ajuda. É tão triste ver tantas pessoas passando por esse tipo de situação. Quando começamos um relacionamento tudo é baseado no amor, na esperança de um futuro juntos, ai vem os filhos, que nos dão essa esperança de uma forma mais concreta, só que infelizmente com o passar dos anos, as vezes as coisas desandam e a separação é inevitável e por incrível que pareça quem toma a decisão sofre tanto ou até mais do quem é deixado. É muito difícil se separar de alguém, admitir que aquele seu sonho de futuro fracassou, não deu certo! Tentamos seguir em frente e a surpresa de ser lançado nesse novo sofrimento que é a alienação parental é tão injusto, tão sofrido, deveria haver um pouco de bom senso nas separações, o amor e o respeito que uniram duas pessoas no começo de suas relações deveria pelo menos nortear o final dela, dando o ponto final de maneira digna, sem usar os filhos como arma de vingança. Tenha fé em Deus e acredite sempre que a justiça dele nunca falha!

  22. MARCELINO DE SOUZA VERGARA disse:

    Fazem catorze anos que me separei por motivos de incompetibilidade de gênios,extrema desconfiança da parte de minha ex-esposa que a levava a exarcebadas agressões verbais,quando nossos filhos estavam com 7,3 e 1 ano de idade nos separamos,mas ela já havia saido de casa por várias vezes levando os filhos,numa delas minha menina mais velha, que desde seus catorze anos mora comigo,fez seu primeiro ano na semana da separação,com receio enfrentei a família dela e fui ao aniversário, fui muito bem recebido pelos parentes,mas minha filha que eu havia cuidado( pois na época minha esposa ganhava mais que eu e por este motivo eu cuidei da menina até aquele momento em casa) estava com o olhar triste quase irreconhecível e simplesmente não me reconheceu,não precisaria dizer o que senti,mas foi um dos piores setimentos que já tive,ela recusava-se a vir comigo e seu olhar que eu conhecia e conheço como parte minha, estava completamente obscuro,sem qualquer sinal reconhecível,não preciso dizer que procurei e consegui reatar meu casamento.Teria ficado apenas com a primeira menina mas após dois anos,nova gravides,ela me disse que talvez tivesse esquecido de tomar o anti-concepcional,veio nossa segunda menina,e as brigas constantes,na época ela já demonstrava sintomas dessa Alienação Parental,falava que eu teria preferencia pela menina mais velha e usava disso constantemente para discutir,mandava as meninas sairem comigo, e eu, sempre levava pelo menos a mais velha para evitar “suspeitas”,mas,após uma terrível discusão eu pela primeira vez decidi que não havia mais condições de continuar com nosso casamento,as crianças estava sofrendo com tantas brigas tolas e eu estava perdendo minha auto-estima,naquele dias ela introjetou-se e na mais sincera declaração de arrependimento me convenceu a continuar , e assim engravidou nosso menino.passados dois meses de sua gestação começou novamente a enlouquecer,tendo crises horríveis de ciúmes,fui levando, e o menino nasceu,e aos pouco a situação foi ficando insuportável, ficamos morando juntos até o primeiro ano do menino,pois ela havia planejado uma festa e faltava dias, seus parentes estavam convidados e alguns eram do interior,mas no dia anterior ela teve seu incontrolável ataque me agredindo com palavrões e insultos na presensa de minha mãe e irmã,naquele momento acabou nosso casamento já acabado,levei os meus familiares para casa e comuniquei aos meus parentes que não deveriam vir,no dia do aniversário vieram os parentes dela e eu me mantive disfarçadamente tranquilo,mas como sempre ela tinha que largar uma das dela, e então eu comuniquei a toda a família que nos haviamos nos separado,no outro dia peguei um caminhão de mudanças e coloquei a casa toda dentro, e a levei para a casa da mãe conforme o combinado,fiquei com uma caçarola , um garfo , faca,um cobertor e a cama ,e lógico um mês em que eu chorava o tempo todo,fui impedido de ver meus filhos e a batalha se prolongou por três anos,teve Polícia Cível,Concelho Tutelar que não adiantou de nada,Polícia Federal que me esclareceu bastante,a péssima advogada dela que a induziu ao crime de falso testemunho(tive dez ocorrências em delegacias,quase fui preso)e apesar de muitas vezes terem me dito para abandonar o barco eu persisti, eu me expus,eu fui recusado por meus três filhos e até insultado por eles,mas a justiça foi coerente ,e no julgamento o juiz percebeu que eu estava usando de sinceridade e venci,recebi o direito de continuar convivendo com meus filhos e hoje os tenho ao meu lado,sou extremamente feliz como pai e também consegui reaproximar-me de uma relação verdadeira e respeitosa com minha ex-esposa,não temos nenhum envolvimento físico e hoje tenho certeza de que naquele momento ela não tinha condições psicológicas de agir de outra forma.Desejo e espero que estas novas relações entre o Direito e o Direito possa ajudar esses inumeros casais a acertarem seus desconfortos e desconcertos sentimentais colocando em uma redoma esses futuros Brasileiros que devem e merecem ser felizes ao lado de seus pais casados ou separados,mas bem resolvidos.Com meu mais sinceros votos de sucesso,pois eu precisei e não tive a quem recorrer apenas o tempo me deu de volta meus filhos,mas a dor daqueles anos ainda me assombram,e se eu tivesse desistido….

  23. YOLANDA GONAÇLVES disse:

    Bem interessante,ontem conversando com uma amiga sobre o fato dela ter dito ao filho que o pai del morerrá( o que ela ñ pode afirmar com certeza).Acho que pelo fato de uma relação ñ ter dado certo, indenpendente de um casamento como eu msm passei ou até um outro tipo de relação.Qdo desse convivio acontecer de nascer uma criança ela sempre deve ser “respeitada”.Mas infelismente ñ é bem isso que vemos no dia a dia. Comigo msm, devido ao fato de ter surgido uma outra pessoa, achei que o api de meu filho ñ mais tivesse o direito de ser pai.Sem dúvida deixei a magoa, traição,e tantos outros sentimentos tomarem conta de mim,admito fui extremamente egoísta,talvez pelo fato de amar tanto meu filho.Mas hoje vejo que ainda bem meuestrago não foi tão terrivel,graças a Deus.Teve um momento que pensei de fato meu filho tem direito ao convivio com o pai e vice-versa. Mas até chegar pensar assim me machuquei, ao meu filho, ao pai dele e claro amabas familias,sim pq acaba por atingar todos msm que ñ queiram.
    Hoje sei que posso ajudar e claro continuar a ser tbm ajudada por isso queis de uma certa forma participar com minha experiência.Uma frase que meu advogado na época me disse talvez esteja errada,mas tento ñ sometne nesse assunto,mas lembro-me que ele me disse antes de entrarmos numa das audiêncais que tivemos…..”deixe o seu coração do lado de fora,ele as veze atrapalha”. rsrsrs…hoej entendo melhor tais palavras.
    Sem dúvida as vezes nossas emoções,sentimentos ñ impede de ver além e até msm o que de fato é melhor para atitudes que devemos ter.
    Acho muito importante que esse assunto seja resolvido de fato visando o melhor para os filhos, sim pq na maioria das vezes a separação aprece ser infinita,e não tenho DÚVIDA ALGUMA

  24. AdriannaLeite disse:

    Estou em choque!!!Eu vi uma matéria na Band e resolvi pesquisar no google e encontrei vcs aqui.Li as matérias em prantos.Há um turbilhão de memórias neste momento em minha mente,que tive até náuseas,de tanta informação que estivera guardada.
    Eu desde pequena sempre questionei o paradeiro de meu pai e falar deste assunto sempre foi motivo de agressões por parte de minha mãe.Sempre com muito ódio mudava de assunto ou quando queria criticar algum defeito meu, dizia que eu era parecida com meu pai,tanto na aparência como na personalidade.Qualquer coisa que fazia errada, a culpa era do gênio ruim que herdei dele(artes de criança com saúde).Nossa como tive medo desse homem,agradeci várias vezes a Deus por minha mãe ter me protegido da sua presença.Na maior parte de minha vida achei melhor não tê-lo,porque ele devia ser um mau caráter e a noite devia chegar bêbado para espancar minha mãe,na minha frente..era melhor não tê-lo.Os dias dos Pais confesso são os dias mais sofridos até hoje. E eu ía crescendo e quando tinha coragem questionava o assunto proibido, porque emanava tanto ódio de minha mãe que ora dizia que ele sumiu ora que morreu,eu ficava constrangida pois parecia um insulto de minha parte para com ela,pois não foi nada fácil ser mãe solteira desde 1971,o preconceito era muito grande,mas acreditem ser filha de mãe solteira não é nada fácil.Tudo foi muito difícil para mim,pois o preconceito começava pela minha família.
    Minha mãe tinha medo que eu o procurasse ou alguém da família dele me achasse e falava muito mal do Piauí,dizia que era um lugar horrível.Uma vez com 15 anos viajei para o piauí,com minha tia e foi as melhores férias de minha vida.Percebi antes da viajem as restrições de lugares e pessoas que minha mãe fez a minha tia e se algo acontecesse comigo ela se mataria,foi seguida a risca.
    Lembrei-me que uma vez encontramos encima da passarela do méier com uma mulher que veio na minha direção sorrindo e me abraçou e comentou:”Nossa como ela cresceu rápido e como parece com ele”!!…minha mãe me agarrou pelo braço e saímos correndo,quase caímos nas escadas.Logo depois minha mãe pediu transferência do seu trabalho para cidade,bem mais longe de nossa casa.Ouvindo as conversas furtivamente ouvi que era da irmã dele que saímos correndo.Na época fiquei commuitomedo que ele viesse me raptar.
    Na minha adolescência tive a petulância de perguntar a minha tia sobre meu pai e tive uma surpresa:Ela me contou que eles começaram a namorar no Piauí e estavam apaixonados.Minha mãe ,de família de políticos pobres e ele de políticos ricos.Fugiram para o RJ e ela engravidou.O pai dele veio atrás dele e o levou de volta.Minha mãe ficou comigo aqui.Ele retornou ao RJ,com a mãe dele depois de um ano de brigas com meu avô, para nos buscar,mas minha mãe muito magoada não quis ir,ficamos aqui.Oassunto era proibido na minha família.Como qualquer tipo de curiosidade era uma ofensa para minha mãe,
    cresci conformada com assunto encerrado,assumi a mágoa de minha mãe
    e por muitas vezes preferi dizer aos meus amigos que ele morreu num acidente de avião,deve ter sido uma forma de enterrar o assunto.
    Preciso desabafar que hoje é um vazio avassalador que cresce a cada dia!
    Meu filho tem 17 anos e é uma benção em minha vida,presente de Deus.O Gabriel veio iluminado,tem um sorriso lindo e tem um pai maravilhosoFomos casados por 12 anos e estamos separados há 06 anos.Continuamos amigos e tudo que devemos decidir para o melhor do gabriel é acertado por nós dois e afirmado pelo nosso filho. Só para o pai do Gabriel, minha mãe disse o nome do meu pai(Murilo Rodrigues dos Santos).Disse a ele também na época ,que ele era deputado federal no Piauí.Meu filho me questiona quando vou tomar coragem de procurá-lo, me apoia pro que der e vier.Sinto vontade mas não sei como dar o primeiro passo.
    Faz 11 anos que minha mãe tem alzheimer e sei que dela jamais terei qualquer pista.Acreditem declarando isto aqui o sentimento é de traição à memória de minha mãe,que tanto relutou para esta movimentação fosse feita.
    Hoje questiono mais porque preciso saber qual a verdadeira história.
    Gostaria que ele visse o neto lindo e maravilhoso que ele tem.
    Quero saber se tenho irmãos,pois continuo filha única.
    o que é certo e errado eu não sei,mas eu sei esta reportagem mecheu comigo
    e tenho certeza que daqui em diante não será amesma.
    Agradeço pela oportunidade de desabafo e fica aqui meu pedido de ajuda para dar os primeiros passos,pois não sei por onde começar.Ajudem por favor!!Nunca escrevi ou fiz qualquer comentário sobre esse assunto desta forma,tudo é novo para mim.Aceito várias sugestões!Obrigada pelo espaço,Alan Minas,Andrea Godoy,Rafa e todos que participaram seus sentimentoas aqui.Deus os abençoe e os criem para o bem!!Bjs

  25. Andréa Godoy disse:

    Adrianna
    Fiquei muito emocionada com sua historia, esse artigo mexe muito comigo, pois queria poder ajudar a todos, infelizmente nem sempre é possível, só me resta rezar e pedir a Deus que ajude a todos que passam por isso. No Seu caso te aconselho a procurar seu pai, nunca é tarde para isso, vocês merecem essa chance, se não der para recuperar o tempo perdido, você pelo menos tentou. Quanto a sua mãe, acho que ela fez o que achou melhor para você, foi movida pelos sentimentos dela, não tinha noção do mal que estava lhe fazendo, mas entenda que procurar pelo seu pai nunca vai ser traí-la, pois tenho certeza que se ela pudesse ter agido com a razão, ela não teria agido assim. Infelizmente nem sempre somos racionais. Procure seu pai, tenha sua chance, você pode deixar tudo isso para trás, vá em frente e não tenha medo.
    Bjus e saiba que eu estarei torcendo por vocês!

  26. Rafaella Leme disse:

    Oi Adriana,
    Que legal você ter coragem de contar sua história ! Agora tá na hora de mudá-la, que tal ? Dá medo ? Claro, ficamos paralisados com o desconhecido. Mas, já tá na hora de procurar logo esse seu pai menina ! Afinal, toda história tem pelo menos dois lados, não é mesmo ? Tá na hora de conhecer o outro lado … Você já sabe o nome dele, a cidade, é só colocar no google que é capaz de aparecer o endereço. Seja forte !!! Vá em frente !!! Procura esse seu pai !!! E tira essa culpa toda que você carrega !!!
    Boa sorte !!! Depois me conta …
    Bjs, Rafa ;)

  27. josé mendes disse:

    A reportagem da revista Época é a história da minha vida. Infelizmente a justiça não está preparada para lidar com estes casos. Fui muito humilhado e debocharam quando eu relatava o que estava acontecendo. Fui separado da minha filha quando ela iria completar 5 anos, idade que a justiça fixou para que ela pudesse pernoitar na minha casa, dei queixa na delegacia por “subtração de incapaz”, antes disso já havia entrado com um processo de “regulamentação de visitas” por estar sendo impedido de visitá-la, em 2003 descobri onde estava entrei com uma ação de “guarda” e novamente desapareceu. Hoje minha filha está com 19 anos, casada, com um filho, meu neto e eu perdi toda a sua infância e adolescência, não sei em que tipo de adulto ela se transformou…

  28. Ana Thereza Kastrup disse:

    Gente, como vocês têm sorte! Sério, todos vocês são abençoados e não se deram conta ainda. Os pais, as mães, os filhos, todos que deixaram seus depoimentos aqui são pessoas cheias de amor, de sensibilidade, de ternura e de perdão. Alguém escreveu que numa estória sempre há o outro lado. Vejam o meu. Tive um namorado por 5 meses. Terminamos por que ele disse que sua filha de 23 anos tinha tentado suicídio e ele retornaria para sua ex-mulher (de quem havia se separado 6 meses antes de me conhecer). Fiquei chateada mas compreendi a gravidade de seus motivos e fiquei “na minha”. Só que estava grávida e não sabia. Com 42 anos, achei que era menopausa precoce e fui ao médico. Só rindo! Quando soube da gravidez, liguei para meu ex-namorado e chamei-o para almoçar e contar “a notícia”. Ele se assustou de início mas disse que o que eu decidisse ele iria dar apoio.

    Durante a gravidez ele não me viu. Através de uma amiga minha ele começou a me pensionar por vontade própria, mas sem nenhum contato pessoal. 15 dias antes de minha filhinha nascer ele veio me visitar e trazer uma roupinha de presente. Eu o recebi bem, dei-lhe uma cópia da chave de casa e convidei-o para que viesse ver a filha quando pudesse e quisesse. Ele vinha todas as semanas. Disse-lhe que para mim ele era apenas um “ex-namorado” sem grande importância. Mas para ela ele era o único pai. Minha filha é linda, ser mãe é a melhor coisa que me aconteceu na vida e sou muito feliz sendo mãe solteira. Com o tempo as visitas dele à filha começaram a rarear (a cada 4 meses). Ele separou-se definitivamente da ex-mulher e começou a namorar uma outra moça. Recebi-os em casa 2 vezes sem nenhum problema, afinal meu namoro acabara por outros motivos e eu não tinha nenhuma mágoa ou envolvimento emocional com ele. Muito pelo contrário, sempre expressei que desejava que ele reconstruísse sua vida afetiva, que fosse feliz e que desenvolvesse com nossa filhinha uma relação de amor, respeito e harmonia.

    Até aqui parece conto de fadas. E continua sendo, pois sempre tem uma madrasta malvada ou bruxa feia para atrapalhar. Nesse caso, foi “2 em 1″: a namorada dele mostrou ser uma bruxa feia e virou uma madrasta muito malvada! Casaram-se e como “presente de casamento”, ele parou de visitar a nossa filha e entrou com uma ação de oferecimento de alimentos de 1 salário mínimo (dava mais de R$ 2mil por mês sem precisar de acordo judicial nem nada). Justificou que não iria privar sua nova esposa do conforto que ela merecia em favor e uma “bastarda”, como se referiu à própria filha. O presente de casamento à nova esposa foi uma BMW 0KM de R$ 140 mil!!!

    Ela deve ser realmente fan-tás-ti-ca, pois por ela ele desistiu de ser pai, nunca mais voltou a ver a filha e decidiu negar a ela o que lhe é de direito. Enfim, abriu mão de ser pai. Disse que ela era – a partir de seu casamento – uma “produção independente”!

    Enquanto lia os depoimentos de todos, me emocionei por que são lindos, cheios de amor. E o que minha filha de 2 anos e meio e eu temos? Amor? Respeito? Sentimento? Vocês ao menos sabem o nome que a “doença social” que lhes acomete tem: alienação parental. Eu não sei nem que nome dar a um pai que age dessa forma, desiste de ser pai, abandona um bebê (ela tinha 1 ano e 6 meses quando ele deixou de vê-la), nega-se a dar-lhe carinho, tira-lhe o pão da boca. Que nome tem isso? Tem alguma lei que impeça, proíba ou puna esse tipo de atitude? Pelo menos uma coisa eu sei. Jamais vou inventar a morte do pai dela, ou encobrir sua ausência voluntária com mentirinhas brancas que disfarcem seus reais motivos. Ele que se explique, se um dia tiver coragem pra tanto!

    A verdade é essa: papai tem outra família, mas como é doente da alma e do coração afastou-se de você, apesar de te amar.

    Um dia minha filha poderá sozinha e por suas próprias opiniões ter uma idéia firme de quem é seu pai. Até lá, serei “pãe”: pai e mãe. Portanto, amigos, alegrem-se. Vocês sofrem hoje por terem AMOR POR SEUS FILHOS. Vejam que maravilhoso! Um dia tudo se resolverá. Tenham fé em Deus e não esmoreçam. Olhem para o lado e sempre irão encontrar alguém em situação pior que a de vocês. A gente sofre por falta de amor…
    A todos, desejo muito amor e tudo de bom.
    tisakastrup@hotmail.com

  29. Andréa Godoy disse:

    Queria dedicar o meu post “Momentos Pai para Lembrar!” a todos vocês ,pais e filhos, que estão separados pela alienação parental. Queria que soubessem e acreditassem que talvez hoje seja um dia dos pais triste, mas tenho fé em Deus e rezo por isso, que as coisas melhorarão e vocês terão muitos momentos bons para aproveitar ainda. O mais importante é não desistir nunca, acreditem, pois a fé remove montanhas e o amor sempre prevalece no final.
    Bjus a todos!

  30. ney luiz disse:

    sou casado a 37 anos e desde o namoro tenho problemas serios com minha esposa quando se trata de filhos, por me interessar em dar solução a qualquer coisa iniciada vivo este tormento procurando encontrar motivos para sertas sirtuações inesplicaveis, hoje assistindo um programa na televisão que abordou sobre a sindrome da alienação parental muito embora tenha ficado em casa vivo situações identicas, minha filha me odeia se afasta o quanto pode e meu filho que foi diaguinosticado com esquisofrenico paranoico nem pensa em chegar perto de mim por mais que eu lute para demonstrar o meu amor sou sempre pichado pela mãe, sou trabalhador estremado fiel aos preceitos de familia mas nada que procuro fazer de melhor la vem ela para desmerecer, e o pior e o que me preocupa mais no momento é que o meu neto tambem esta indo para o mesmo esquema não sai comigo por nada sob a alegação de que vou deixa-lo com fome, pode? o pai de minha esposa foi embora de casa deixando uma situação dificil o status que havia sumiu sera isso? são tantas as coisas absurdas que acontecem com os meus filhos com relação a mim, acreditem quando minha filha fez 14 anos comprei dois garrotes ja prevendo o aniversario de 15 anos passei um ano preparando a festa comprando e guardando tudo com o maior carinho, pasmem a festa não acontesseu sob a alegação de que eu só queria convidar gente brega gente pobre que virião descalço para a festa foi a maior decepção para mim e para a garota, imaginem um ano de planos destruidos, por favor me ajudem a salvar pelo menos meu neto que ainda esta com 10 anos. obrigado.

  31. Guilherme disse:

    Olá, boa tarde,

    Quero parabenizá-los pela iniciativa. Era importantíssimo que vozes se levantassem contra esse problema, que talvez já tenha ‘CID’ (ao menos, nome já tem – Sindrome da Alienação Parental).

    Infelizmente, devo dizer que não é só quando os pais se separam que há tal problema … é possível que isso ocorra, também, enquanto o casal vive sob o mesmo teto.

    Tenho a opinião de que talvez falte um pouco de ‘essência transcedental’, ou melhor, a busca pelo Superior, seja lá como a pessoa acredite nisso (eu, particularmente, sou cristão). O nosso mundo tresloucado, egoísta, hedonista, materialista ao extremo, tem buscado menos as coisas que realmente importam. E isso, a meu ver, reflete-se na formação da geração de nossos filhos, manifestando-se em pequenas coisas como o trânsito, na fila do supermercado, etc (pessoas intolerantes umas com as outras), como também em questões de maior relevo … como o problema das drogas, etc … Acredito que toda a crença no Ser Superior (que eu gosto de chamar de Deus mesmo !) deve se voltar para o bem e para praticarmos o bem ! E esse bem que fazemos e promovemos é o ingrediente essencial que irá fazer um mundo mais fraterno, um mundo melhor ! Um mundo sem ‘SAP’, sem tantas outras coisas negativas que minam uma convivência social e podem nos levar ao verdadeiro caos …

    Fico feliz de ver que iniciativas como essa (de conscientizar e combater a ‘SAP’) existem e que as experiências como as do filme sirvam para que coisas como essa um dia “jamais possam acontecer novamente”.

    E me junto a todos os depoimentos emocionantes (sobretudo os que vi no trailer do filme e na reportagem de ontem no programa da TV sobre o tema) em prece para que possamos a cada dia construir uma sociedade mais fraterna, justa, sendo que, se ao menos inevitável a convivência entre esposos no mesmo lar, que os mesmos saibam se respeitar para que os filhos não sofram !

    Saudações para todos.

  32. Valter Filho disse:

    Olá , boa tarde
    Quero parabenizá-los pela divulgação deste tema que infelizmente é bem mais frequente do que eu imaginava. Tenho vivido esta situação desde junho de 2005 quando decidi terminar casamento de 14 anos. Como a outra parte não concordava com a idéia , minhas duas filhas que tinham 8 e 4 anos , sob tutela da mãe , foram transformadas em armas para vingança . Descobri que mesmo após todo esse tempo de convívio eu não a conhecia , pois as atitudes vingativas que se seguiram eu jamais imaginei . A primeira atitude da mãe foi me defamar , primeiramente para minhas filhas , que passaram a me odiar e em seguida a todos que podia , com declarações de violência , espancamentos e chegando ao extremo de pedofilia , acusações estas que respondo até hoje. O objetivo foi alcansado, fui indiciado como pessoa violenta, agressiva e pedófilo e obviamente afastado das crianças . Passei por momentos de desespero pelas minhas filhas e descrença na justiça , uma vez que suas psicólogas e assistentes sociais se mostraram tremendamente despreparadas , desaparelhadas e acima de tudo desatualizadas para descobrir a verdade .Utilizam sim métodos arcaicos e o pior geralmente demonstram empatia pela mãe. Não perdi a esperança, após quatro anos afastado de minhas filhas, e muitos gastos com advogados , consegui direito de visita semanal de quatro horas ,em local próprio da justiça, com acompanhamento de equipe de psicólogos e assistentes sociais , oque devo entender como grande avanço , pois só agora posso me encontrar com as duas, mesmo que com liberdade restrita , sem a presença da mãe. Já percebo mudanças nas crianças , que deixam transparecer que sentem minha falta , apesar que de uma forma contida, me dá a impressão que estão continuamente sob pressão.Mesmo assim acredito que conseguirei com tempo juntamente com as duas reverter a situação criada , diminuindo ao máximo o prejuizo causado no seu desenvolvimento. Por hora procuro deixar as coisas correrem naturalmente , porque pelo andar dos processos , a máscara começa a cair. A todos que passam por esta situação , digo que só consegui chegar até aqui com o apoio de minha família e fé em Deus . Muito boa sorte a todos , que tudo se resolva o mais breve possivel.

  33. ANA ZILDA disse:

    boa noite!

    estava pesquisando sobre a alienação parental e encontrei muito mais do que esperava, sabia que a situação era absurda, mas infelizmente é muto mais comum do que se imagina, o que ocorre é que ninguém sabe o que é e o que significa, e pior, qual a consequencia praticamente definitiva na vida de cada filho. Se puder entrar em contato comigo, gostaria de discutir ais o assunto, pretendo pesquisar mais e utilizar o tema na minha monografia (área de direito), sei que tenho muito a pesquisar e não tem muita doutrina a respeito, já encontrei algumas obras que falam sobre o tema mas são poucas, se souberem de alguma coisa que possa tornar esse tema mais conhecido e tornado crime (já tem projeto de lei) por favor me escrevam (anas_zildas@yahoo.com.br). obgda

  34. Alessandra Rocha disse:

    Oi,meu nome è Alessandra Rocha, muito bom esse debate e muito séria essa situação. Eu sou mãe de duas crianças maravilhosas, laura de 10 anos e leonardo de 4 anos. Eu vivo uma situação ao contrário,desde a traição do meu excompanheiro eu fiquei dois anos e meio tentendo aproximá los e ele se relevou pq achou que as crianças iriam esperar a nova fase da vida dele,que depois tudo ia voltar ao normal. Ai,claro,me cansei e fui embora de BH para Al, ai,nunca mais fiz nada,não tentei a aproximalçao e nem fiquei defamando,deixei nas mãos de DEUS. Já faz dois anos que estamos aqui em maceió,e ele nunca veio ve los,mas é um” pai de telefone” e ele tem a coragem de dizer e escrever que quer me denunciar nessa nova lei de “Alienação”. Vejam só..as vezes um bem que a gente faz,pode virar ao contrário..fiz de tudo para os aproximar e ele não os quiz,agora quer invertar isso contra mim..espero que se a justiça dos homens não puder enxergar a verdade,a DEUS não falhará. Bjos á todas as mães que passam ou passaram por isso.

  35. Pri Bh disse:

    Olá,
    Como em mais uma história de alienação parental, meu marido está sofrendo desde que nos conhecemos e ela(ex- companheira) percebeu que ele não a queria mais. Desde então proibiu que ele visitasse o filho e a pensão que ele pagava sem ter necessidade de justiça ela não quis aceitar mais e entrou na justiça alegando que ele nunca pagou. Ele, por diversas vezes tentou aproximar do filho que hoje tem 5 anos e da o que precisasse. Um belo dia, teve audiência, ele não foi avisado porque a defensoria estava em greve e ficou determinado o pagamento de 1/2 salário mínimo. Não levando em conta que ele já tinha outro filho e eu grávida da nossa filha e que ela não trabalhava porque não queria e vivia às custas da pensão da mãe. Além do meu marido receber apenas 1 um salário mínimo. Mas na audiência, não ficou estipulada visita nem uma conta pra ele depositar. Logo, ele teria que entregar nas mãos dela. Resultado: Ela não aceitou o dinheiro, e falou que queria v^-lo preso, pediu prisão por não-pagamento da pensão. Tivemos que chamar a polícia e fazer BO para ela receber. Depois ele quem entrou na justiça pedindo a revisão da pensão e regulamentação das visitas. Conseguiu porque o juiz viu a má fé dela. Agora ele pode pegar o menino fins de semana alternados. Mas toda vez que ele liga pro menino ele é orientado a falar que não quer ir e que ele já tem dois filhos. Eu digo pro meu marido não desistir dele. Mas chega uma hora que cansa. Porque ele já está programado pra falar que não quer ir, inventa um monte de mentiras. Já até falou que eu liguei pra mãe dele e xinguei, falei um tanto palavrão e várias coisas inacreditáveis. Entre elas, que o pai não gosta dele. Que quando ela ligas pra pedir pra trocar o dia e meu marido concorda, é que o pai não quer vê-lo mais. Um absurdo.
    Um beijo a todos e que Deus abençoe a essas pessoas que têm a alma tão pequena. Que usa uma criança que é parte delas mesmas para fazer tanto mal tanto ao outro genitor e mais à própria criança.
    Meu e-mail: maralara@bol.com.br

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