Sobre Jogos e Jogadores

Oi, Stanford!
Tenho 19 anos e sofro com algo com que não sei mais o que fazer: vivo dentro de um relacionamento de quase 5 anos com muitas voltas, muitos términos, muitas brigas, desavenças e desentendimentos.
No começo foi tudo tão perfeito, ele me ligava, me procurava, queria ficar comigo, mas eu não gostava de homens do tipo dele (boa pinta, mulherengo, que se achava a última bolacha do pacote), mas admirava uma coisa nele: a sinceridade, que às vezes era tanta que chegava doer. Passamos a ser amigos, mas ele sempre quis me namorar; e eu só fui ficar com ele depois de 2 anos, quando ele me mostrou que realmente não era só uma paixonite aguda.
Passou um tempo e ele foi morar longe de mim (…) mas continuamos namorando ainda. Ele sempre foi de ir à festas, baladas, micaretas, boates e eu nunca proibi ele de nada, confio muito em mim.
Mas com o tempo, aquele menino muito atencioso, passou a não ligar mais, não se preocupar mais, não me procurar mais e eu sempre ali, ligando, me preocupando, procurando saber se está bem ou não. Com esse tempo juntos percebi que, às vezes, é bom deixar o orgulho de lado. Em outros tempos eu daria um fora nele, amo mais a mim! (…) Mas a indiferença dele comigo é enorme e vem me entristecendo muito, ele me fala que eu o conheci assim, mas se tivesse realmente o conhecido assim não teria me apaixonado por ele! Sofro muito e percebo hoje que o contrário do amor não é o ódio não e sim a indiferença. Todas as pessoas que me conhecem falam que ele não serve para mim, que ele gosta de mim sim, mas que ele não merece uma pessoa tão maravilhosa como eu, que eu mereço o melhor homem do mundo, que não é ele.
(…) Já chorei tanto, já sofri, às vezes tenho medo dele e não entendo porque quando estamos perto é tudo tão perfeito e, de longe, pelo telefone, eu não o reconheço já que a forma que ele se dirige a mim me faz eu me sentir como se fosse um NADA…
Não sei mais o que fazer, vou negando as aparências, disfarçando as evidências, eu quero o amor dele mais que tudo, mas não dá mais para viver desse jeito e eu sei que esse sofrimento é porque eu quero, não tive coragem de colocar um ponto final e talvez essa seja a melhor forma!
Me ajude , por favor!
Cega de Amor

Querida Cega de Amor,
Li seu email e me perguntei: o que nos leva a querer tapar o sol com a peneira? Quantas vezes eu, Stanford, não enxerguei o que estava na minha cara ou fingi não enxergar? Por que nós, seres humanos, preferimos nos enganar a, muitas vezes, tomar a decisão mais sábia, que sabemos ser a mais correta? Será que precisamos de um bom drama para nos sentirmos vivos?
Deixando minhas divagações para lá, tenho de ser muito franco com você, afinal, esse é o meu papel e foi esperando franqueza que você me procurou: parte pra outra!
Por que estou sendo tão direto? Me parece, por suas palavras, que seu namorado é o típico conquistador, o jogador, aquele que aprecia mais a conquista em si. Depois que se atinge o objetivo, esse tipo de pessoa muda o foco, muda de direção e suas atenções para uma nova conquista, afinal, é o jogo que os mantém vivos.
E, sinto-lhe dizer, você deve ter sido um jogo estimulante! Dois anos até que ele atingisse o seu objetivo, dois árduos anos de investimento, de sedução, de conquista, até que ele atingiu seu alvo, conseguiu seu xeque mate. O seu erro, minha cara? Deu segurança para um ser que deveria se sentir inseguro. O jogador não pode se sentir dono da situação, não pode já se ver no pódio, não pode já ser o campeão. Ele PRECISA se sentir no comando, tentando, conquistando.
Me parece o tipo de pessoa que flerta por email, que sorri à torto e a direto na rua, que sabe que é bonito e faz uso de seus atributos para manter várias pessoas em sua órbita. Ouso dizer que o objetivo de vida dele é estar no centro, no palco principal.
Nesse caso, onde você entra nessa história? Você tem duas opções: 1º, a que julgo mais correta – você sabe que não dá pra você viver assim. Você precisa de alguém que te valorize, que seja o homem que ele aparentou ser no início da relação. Como isso não aconteceu e você está fazendo o jogo DELE e se magoando, o ideal é dar logo um pé na bunda do rapaz e ir viver a sua vida. Vai doer, você vai sofrer, mas, palavra de quem entende do assunto, vai passar.
Ou, 2º (e mais divertido!), você pode tentar mudar as regras do jogo! Entretanto, para isso é preciso saber jogar e fazer de forma premeditada e fria. Você encara a pressão? Se sim, faça-o sentir-se inseguro. Deixe-o livre, mas SEJA VOCÊ TAMBÉM livre. Saia, divirta-se, mostre que ele não é o seu principal objetivo. Vá para festas e encha seu álbum do orkut de fotos com amigos em festas diversas; numa conversa casual cite o nome de um amigo lindo que ele não conheça; deixe claro que se ele não quiser, muitos outros vão querer e que você sabe disso!
Eu, particularmente, adoro a junção da segunda com a primeira opção: primeiro deixá-lo bem inseguro e depois deixá-lo a ver navios por outro bofe escândalo! Adoro uma boa vingancinha, meu bem!
Enfim, a decisão é sua e só cabe a você decidir: é cara ou coroa?
Um beijo,
Stanford



Sei bem essa história, eu também sou conquistadora, quando n to afim de namorar e só quero pegar o garoto mesmo. Mas quando me apaixono também, sempre me fodo! Pq perco o domínio sobre a situação, caio de quatro e me fazem de gato e sapato. Mas estou aprendendo com a vida. Não caio mais nessa de otária. Fui a maior otária do mundo com meu ex, por que me apaixonei perdidamente. Mas um dia cansei de ser feita de trouxa, tomei uma decião e terminei com ele. Sofri o diabo, mas me recuperei.
Essa menina aí esta achando que esta certa por perder o orgulho. Perder o orgulho é uma coisa, ela esta perdendo o amor próprio. Ele pode gostar dela sim, mas não vale nada! Ela quer continuar com o cafa? Vai fundo meu bem, mas suas lágrimas não terminam por aqui…
Adorei a vingança! Mas pode ser que ele veja q não controla a situação e parta pra outra otária.
Adorei as dicas, Stanford!!! Olha, to contigo e não abro mão! Homem conquistador é a pior coisa que tem! Antes um feinho fiel na mão do que um conquistador de meia tigela e safado te chifrando… E olha, “Cega de Amor”, homem nenhum vale as lágrimas que a gente chora por eles, porque afinal de contas, é você quem escolhe pelo o que chorar ou não.
Ótimas dicas meu querido Stanford(aliás até se nome tem uma personalidade única…rs). Sou a favo de se esbaldar na 2° apção e depois como xeque-mate passar para a 1° opção. Tipo a clássca vingança. (tbm adoro meu bem). Enfim “Cega de Amor”, parta para contra ataque menina!!!
Obs: Meu teclado está horrívellllll….me perdõem pelas letras q ficaram faltando no comentário acima.