Esse Tal de Ciúme – Mais Uma Vez…

Oi, Stan,
Tive uma discussão não muito agradável com a minha namorada (nem sei se é da sua área ajudar lésbicas com ataques de ciumes doentio rs). Mas tenho sofrido muito com isso; ando tendo um ciúme que nunca imaginei que poderia ter!
Sempre detestei isso, mas agora estou num relacionamento “novo” pra mim: completamos em janeiro, cinco meses de namoro, mas de uns dois meses pra cá eu venho sentindo esse ciúme que tem acabado comigo, sabe? É algo que toma conta de mim e que me faz viver em função disso, o que tem me atrapalhado bastante até na minha vida profissional.
A minha namorada tem 30 anos e eu farei dia 31 de janeiro, 16 anos apenas… Sei que a diferença é grande e, talvez por isso, eu sinta essa insegurança. Amo-a demais, demais, demaaais… E tenho muito medo de perdê-la. Só que ela tem reclamado muito que eu a sufoco com isso e eu estou disposta a mudar…
Conversamos e eu quero me libertar desse ciúme! Passo com psicóloga e tudo, só que ela esta de ferias, e foi bem nesse recesso dela que as coisas pioraram… Daà vi seu e-mail numa pesquisa que estava fazendo sobre ciúme doentio e resolvi escrever…
Espero que com sua experiência, possa me ajudar de alguma forma, já que isso é o que eu mais preciso!
Muuito obrigada, desde já,
Jovem Girina
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Pára o mundo que eu quero descer! A-GO-RA!
Querida Jovem Girina, tudo bem? Adoro sapinhas, sabia? Acho fofo! Aliás, vou confessar: estou me apaixonando perdidamente pela Angélica, a lésbica do BBB! Que mulher é aquela? Fofa demais e A-DO-REI suas últimas atitudes dentro do programa. E já estou eu divagando, já que o assunto aqui não é a Angélica.
Ao começar a ler seu email, a primeira coisa que pensei foi: não importa o tipo de relacionamento, se entre um homem e uma mulher, se entre dois homens, ou se entre duas mulheres, os problemas são os mesmos. O que muda é a configuração, já que pessoas são diferentes e relacionamentos são diferentes. E, como já falei aqui algumas vezes, ciúme é universal.
Ciúme, minha cara, existe em qualquer tipo de relacionamento e, se bem dosado, faz até bem. O que não é legal é quando se transforma em obsessão e vira algo doentio, como você descreveu o seu. E, no seu caso, acho que o primeiro passo já foi dado: você se deu conta do problema e quer resolvê-lo. Porque, Little Frog, isso é algo que você tem de resolver com você mesma, não tem jeito. Análise ajuda, conversar ajuda, sua namorada pode lhe ajudar muito, mas, assim como num vÃcio, a iniciativa de mudar tem de partir de você mesma.
Mas, passado o meu choque, eu tenho que perguntar (e, desculpe se parecer preconceituoso): você não acha que é jovem demais para estar envolvida com uma mulher que tem o dobro da sua idade? Não acho que relacionamento entre pessoas de idades discrepantes não possam dar certo, muito pelo contrário. O que eu questiono é alguém de 16 anos já envolvida tão seriamente com outra pessoa que tem o dobro da sua idade. Eu, aos 16 anos, achava que era o dono do mundo, dono da razão e senhor absoluto do certo e do errado. Hoje, olhando para trás, me sinto um idiota ao me ver com essa idade. Acho que aos 16 anos maximizamos tudo, colocamos uma intensidade que, vista mais adiante, parece até mesmo inacreditável que tivéssemos ‘sentido’ tudo aquilo.
E, me surpreende, que alguém com 30 anos pense em se envolver seriamente com alguém de 16. Porque eu, sinceramente, não tenho paciência para aguentar os arroubos de humor que essa idade traz consigo. Já tenho tanto o que me preocupar, que deixo as inquietações adolescentes para os adolescentes (e seus pais).
Mas, cada um sabe o que é melhor para si. E se vocês estão felizes e querem trabalhar para esse relacionamento dar certo, boa sorte!
Um beijo e espero que tudo se acerte.
Stanford






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