
Stanford,
Tenho 12 anos de casada e as coisas entre meu marido e eu aconteceram muito rápido: com três meses de namoro engravidei e com cinco meses fomos morar juntos – no mesmo dia em que perdi nosso filho (estava gravida de 02 meses). Até então nos dávamos muito bem, estava apaixonada.
Antes dele tive um relacionamento turbulento de 04 anos de idas e vindas. Alguns meses antes de começar namorar o meu marido, nessas idas e vindas com o meu ex, paquerei um colega de escola gostei muito dele mas o problema é ele era 05 anos mais novo do que eu por isso não quis ir adiante pois eu tinha uma vida muito conturbada e precisava construir uma família então achei que não dava certo por ele não trabalhar etc.. Depois disso o vi de longe umas três vezes, mas nunca mais falei com ele.
Quando foi no ano passado, tive a triste noticia que ele havia falecido em um acidente e foi aí então que veio o remorso de não ter vivido um grande amor com ele, pois me disseram que ele tinha virado uma homem responsável, trabalhador, alegre e por sinal, muito bonito e sensual. Havia se casado e não vivia bem com a esposa.
Então, hoje não sei o que sinto pelo marido e não sei o que fazer para esquecer os bons momentos que tive com esse rapaz. Será que estou doente? Tenho filhos lindos e a família que sempre sonhei mas não me sinto feliz por causa desses sentimentos de nostalgia.
Viúva Casada
———-
Ai, gente! Sério! Tem algumas coisas que eu simplesmente não consigo entender, meu Deus! Sou super descolado, todo trabalhado na empatia, mas algumas coisas são demais até pra mim! Fico me perguntando: perdi a capacidade de entender o outro? Fico louquíssimo das idéias! Aloka!
Mas, vamos lá, estou mentalizando o melhor para os leitores e vou tentar responder à nossa confusa Viúva Casada. Porque, minha filha, que rolo foi essa sua história, heim? Que roteiro… confuso! Casou, era apaixonada pelo ex, mas paquerou o colega de escola que era mais novo, que morreu no acidente e você se vê apaixonada… por um fantasma! Ghostbusters Now!
Vou eliminar as informações sobre seu ex de quatro anos de idas e vindas, porque cheguei à conclusão de que ele é irrelevante. Next! (todo trabalhado na praticidade hoje) Daí então chegamos ao seu marido. Você já começou seu relato dizendo que estão juntos por 12 anos. DOZE ANOS! Não doze dias, não doze meses, DOZE ANOS! Então tá! Mas agora, depois de DOZE ANOS (CAPSTOLOCK é tendência, meu bem!) você questiona o que sente pelo seu marido por causa de um morto! De um morto, meu Deus! Pirou na batatinha, foi?
Se o bofe tivesse vivo, cheio de graça, com problemas no relacionamento dele, se tivessem se encontrado por um acaso no supermercado, sei lá, e ido parar num motel para uma tórrida tarde de sexo, eu entenderia perfeitamente a sua dúvida. Mas o homem tem sete palmos de terra em cima dela e vai ficar lá, descansando em paz e você na dúvida? Aloooow, darling, acorda!
Posso estar sendo desrespeitoso, mas é porque, realmente, sua dúvida não tem pé nem cabeça. Os bons momentos que você viveu com esse rapaz (que Deus o tenha!) são exatamente isso: boas recordações que devem mesmo fazer parte de sua memória. Mas, vou te contar um segredo: ele morreu! Não volta mais, linda! Meus pêsames!
Você mesma disse: tem filhos lindos e a família que sempre sonhou. Agora, vergonha na cara, vá para um belo cabeleireiro, passe no salão de beleza, vista aquela roupa de matar e vai curtir seu marido! Ele tá vivinho, cheio de graça, doido pra fazê-la feliz! Tome tento, mulher! Homem nenhum atura mulher maluca e/ou depressiva.
Por isso é que eu digo: viva o momento, para que não se arrependa no futuro! Se você tivesse esgotado todas as possibilidades com o falecido, ele não estaria te assombrando agora.
Então, querida Viúva Casada, acorde pra VIDA! Levanta a poeira, dá a volta por cima, e curta a vida que você já tem! #FicaDica!
Beijão,
Stanford (direto e reto, para seu contentamento – ou não!)




querido Stan
Ri HORRORES com o seu toque pra nossa viúva. Por um lado vc tem toda a razão, não adianta agora ficar se lamentando pelo que não fez há anos atrás, ainda mais com alguém que já morreu. rs. Massss eu acho que isso nada mais foi do que um "despertar" pra ela. Na verdade o morto foi só um pretexto. Me parece que ela tem que repensar o casamento. Repensar o que sente pelo marido. Não por causa do morto, mas pelos muitos vivos que ela ainda pode conhecer. Talvez ela tenha se sentido novamente atraída pelo morto, pq ela está, de certa maneira, morta. Então ela precisa realmente colocar a cabeça no lugar e pensar no verdadeiro motivo pelo qual ela não se sente feliz. Acho que não é simplesmente pela nostalgia. Ter filhos lindos e a familia que sempre sonhou não quer dizer que você TEM que ser feliz. Às vezes o que sonhamos não é o adequado pra gente. Enfim. O problema aí me parece ser muito mais embaixo. Não só sete palmos. rs.
Stan, adoro você! Literalmente! Fico louca pra te acompanhar no blog todos os dias, e olha que tenho repassado esse "acompanhamento diário" para minhas amigas, ok? Você e suas idéias são demais! Em falando da nossa "viúva casada", acho que ela ainda não sabe o que quer, e quer o impossível… tem pessoas que tem atração por aquilo que está de longo alcance e não sabe dar valor ao que está debaixo dos olhos, está sempre procurando algo… sem motivos… Acorda pra vida!!!