Diva Diz

Mulheres que são 8 e 80

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O guia da literatura para mulherzinha

  • Arquivado em: Chick lit
Sunday
Oct 12,2008

As divas ganharam reconhecimento das editoras, e um gênero de literatura todo próprio: é a Chick Lit, literatura para mulherzinha, que está invadindo as estantes das livrarias e as listas dos mais vendidos ao longo do mundo. Adoramos ler dramas existencialistas, aventuras inimagináveis e romances históricos, mas também nos atiramos sem a menor culpa em livros que retratam o nosso cotidiano: a busca pelo príncipe encantado, a batalha para pagar a fatura do cartão de crédito, a luta contra a balança. Embora muitas vezes ambientadas em universos muito mais glamurosos do que aqueles em que vivemos, esses livros  provocam grande identificação entre as mulheres com idades entre 20 e 40 anos. Não à toa, muitos deles ganham versões para o cinema. A mais recente é “Os delírios de consumo de Becky Bloom”, que será vivida por Isla Fischer, e cujo trailer já está circulando na internet. Para ajudar as nossas leitoras, organizamos um pequeno guia com o melhor da literatura mulherzinha:

- O diário de Bridget Jones (Helen Fielding)[bb]: Clássico, acredito ter sido o grande responsável pela febre por histórias de mulherzinha ao redor do mundo. Gordinha, balzaquiana e solteira, Bridget Jones narra suas desventuras em forma de diário, onde conta o peso e o número de cigarros e drinks consumidos ao longo do dia. Se não fossem as situações absolutamente constrangedoras em que Bridget se mete ela poderia ser eu, ou você. Virou filme, óbvio.

- Selva de Batom[bb]: Eu poderia falar de Sex and the City, mas considero o livro bem inferior à série. Já neste Selva de Batom, que deu origem à série Lipstick Jungle, a “mãe” de Carrie e companhia trata de assuntos bem pertinentes, como maternidade, sucesso profissional X sucesso pessoal, e até romances no trabalho. Claro que apenas uma parcela ínfima das leitoras têm uma rotina quanto a de Nico e as amigas, mas mesmo assim toca em pontos comuns a todas nós.

- Os delírios de consumo de Becky Bloom (Sophie Kinsella)[bb]: É a personagem com quem eu mais me identifico. Becky Bloom é uma compradora impulsiva, daquele tipo que paga a fatura de um cartão de crédito com outro e faz milhões de malabarismos para poder aproveitar uma boa liquidação. A diferença é que a praia dela é a Prada, a minha é a Renner (no máximo, a Zara). Óbvio que ela se mete em várias confusões, tem problemas na vida profissional e pessoal, e acaba encontrando o amor de sua vida entre uma sessão de compras e outra.

- Mulheres alteradas (Maitena)[bb]: A cartunista argentina Maitena alcançou o reconhecimento quando lançou essa série de livros onde o universo feminino é retratado com um bom humor absurdo. Maternidade, relacionamentos, depilação, menstruação, profissão, está tudo lá. É engraçado, e meio dramático também. Imperdível, e deu uma origem a uma infinita sequência de livros, todos igualmente bons. Vocês podem ver uma amostra aqui. Até a mulher mais equilibrada do mundo vai se identificar com as alteradas de Maitena que, aliás, se parece muito com a personagem que ilustra a capa do primeiro livro.

- Bergdof Blondes (Plum Sykes)[bb]: Esse livro, além de ter uma capa maravilhosa, conta a história deliciosa de uma loira platinada de Nova York que sonha em arranjar um marido rico para bancar as roupas de grife, o cabelereiro estrelado e a depilação brasileira. Entre viagens aos Hamptons e dores de cabeça para manter o estilo de vida, a protagonista encontra o amor. Que talvez não seja bem aquilo que ela esperava… Vale a leitura para sabermos um pouquinho mais sobre a vida das alpinistas sociais, essas criaturas que tanto nos chamam a atenção.

- O diabo veste Prada (Lauren Weisberger)[bb]: Um clássico, foi ao cinema protagonizado por Anne Hathaway e Meryl Streep. O livro conta a história de Andy Sachs, jornalista que se torna assistente de Miranda Priestley, editora-chefe de uma revista livremente inspirada na poderosa Anna Wintour, editora-chefe da Vogue, e todo o seu sofrimento em servir para uma pessoa egocêntrica e megalomaníaca, além de totalmente desprovida de qualquer gentileza com os subordinados. O livro é um pouco mais pesado do que o filme: por exemplo, a melhor amiga de Andy sofre com abuso de álcool e drogas, o que foi totalmente amenizado no filme. E o final não é tão feliz…

- Sushi (Marian Keyes)[bb]: Os livros da irlandesa Marian falam de mulheres mais maduras, na casa dos 30 e poucos, mas não deixam de relatar dramas universais e inseguranças de divas de todas as idades. As protagonistas da maioria dos livros são as irmãs Walsh, e o ponto de partida é algum acontecimento traumático. Eu estou lendo Los Angeles, mas a Mari, que é fã, recomendou Sushi - o seu preferido  e que não conta a história das irmãs - para este guia. O livro não tem nada a ver com culinária japonesa, e é sobre uma jornalista que descobre que, ao invés de Nova York, vai ter que trabalhar na Irlanda. Lá, ela se apaixona pelo chefe, e o resto a gente pode imaginar, né?

- O diário da princesa (Meg Cabot)[bb]: Ok, não é bem um livro mulherzinha. É um livro para quase-mulherzinhas, mas que agrada em cheio às fãs do gênero. Qual menina nunca sonhou em ser uma princesa e de repente se ver cercada de luxo e glamour? Pois Mia, uma adolescente de cabelo ruim que mora em São Francisco com a mãe, descobre que é filha de um príncipe, e que tem que assumir seu lugar na realeza. Ao longo dos livros ela vai crescendo e tendo que lidar com questões mais adultas, mas a obra nunca perde seu tom de conto de fadas moderno. Também foi adaptada para o cinema, também com Anne Hathaway no papel principal.

- Marsha Mellow e eu (Maria Beaumont)[bb]: Escrito por uma ex-prostituta, Marsha Melllow e eu é diversão garantida. Chutada pelo namorado por ser uma careta, a nossa heroína prova que é bem safadinha e escreve um livro de deixar Bruna Surfistinha de boca aberta. Só que Amy não pretendia publicar e sim provar ao o seu próprio ego do que era capaz. Mas, a irmã dela descobre o texto e envia para um editor, que gosta e publica! Sob o pseudônimo de Marsha Mellow, Amy vira um Best Seller na Ingleterra e vira objeto de desejo dos tablóides, que armam uma caçada pra descobrir quem é a autora. Com direito a amigo gay e mãe carola o livro é ótimo para desopilar mesmo.

- A vida sexual da mulher feia (Cláudia Tajes)[bb]: Não poderíamos fazer essa lista sem uma representante brasileira, né? A gaúcha Cláudia Tajes costuma retratar de forma bem humorada a vida afetiva da mulher comum, aquela que não tem uma beleza estonteante e nem um emprego glamuroso. A história de Jucianara, que - como o título pode sugerir - é uma mulher desprovida de atrativos rende boas risadas. Mas também pode ser meio dramática, depende do seu humor no dia. É uma leitura rápida e agradável, recomendadíssima.

Meus dez quase amores

Thursday
Sep 18,2008

Dia desses devorei um dos livros da Claudia Tajes, o “Dez quase amores[bb]“. O livro é aquela coisa: engraçadinho, mas não vai mudar a vida de ninguém. E não tem um final definido, o que eu acho péssimo no caso de um livro. A protagonista morreu sozinha? Casou e viveu feliz para sempre? Vai toda semana em um bailão para mulheres maduras? Não sei. Mas a obra faz qualquer menina namoradeira parar para pensar nos seus quase amores. Nos relacionamentos que não deram certo, e como a vida da gente poderia ter sido diferente caso a história tivesse ido para a frente. Eu lembrei de alguns, e omito aqui o nome dos envolvidos porque, né, nunca se sabe:

Quase amor número 1: O fulano era argentino e estava passando as férias no litoral gaúcho. Era aquela época em que a vida era fácil e eu passava os três meses das férias escolares na praia. Durante estes três meses, eu lia Fluir, sabia o nome de todos os surfistas profissionais e ouvia Bob Marley. Durante o resto do ano, usava camisa xadrez e ouvia Nirvana, Pearl Jam e Soundgarden. Como vocês podem perceber, eu era uma menina que me adaptava bem a qualquer ambiente, mas de uma coisa eu não abria mão: só gostava de caras cabeludos. Pois eis que surgiram estes argentinos, e eu e minha melhor amiga saímos com eles. Portunhol para cá, tu é linda para lá, e eu achei que finalmente ia estrear na vida amorosa. Quando o hermano, lindo e cabeludo como eu sempre sonhei, ia me dar aquele beijo na porta de casa, minha mãe apareceu. (more…)

Eu só quero sossego

Wednesday
Jul 16,2008

“Tendo Deus terminado no sétimo dia a obra que tinha feito, descansou do seu trabalho”.

E estava instituído o dia do ‘nada fazer’.

Depois de seis meses de trabalho árduo, de professores chatos, cadeiras enlouquecedoras e projetos realizados, chegou a minha hora de paz e tranqüilidade. Fosse um comercial de Mastercard esse seria o meu momento Não tem preço.

Esquecer a vida cibernética, as rondas, os comentários e dar um tempo até nas séries. Serão quinze dias para fazer um backup e reconfigurar o cérebro, deixar a memória novinha em folha para os próximos meses.

E para desligar dos pampas vou visitar a parentada na cidade ecológica: Curitiba. Além disso, vou aproveitar e colocar a leitura em dia. Abaixo uma lista com dicas de livros de/ou sobre divas. (more…)

A Outra Mulher Melancia

  • Arquivado em: Chick lit
Wednesday
Jun 4,2008

Aproveitando todo o rebuliço que a Mulher Melancia nacional vem causado, resolvi resgatar uma outra mulher Melancia: Claire Walsh, heroína de Melancia, livro de estréia de Marian Keyes[bb], a rainha do Chick lit, na minha singela opinião.

A trama começa com Claire dando à luz a sua filha. AInda na maternidade o marido confessa ter um caso com uma vizinha e a abandona. (more…)


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