Essa história do namoro entre a menina prodígio Mallu Magalhães com o semi-deus do rock independente, Marcelo Camelo deu o que falar nesta semana. Todo o imbróglio da discussão está na diferença de idade entre eles, Mallu com seus 16 verde anos e Camelo com seus 30: são 14 anos.
Eu afirmo categoricamente que nunca me interessei por caras mais velhos. Mas, caso tivesse ocorrido, sabe lá quem conseguiria convencer um coração adolescente ansioso por enfrentar tempestades e mares revoltos, que há de se ter cautela numa relação deste tipo. Muita calma nessa hora, e muita conversa, e muito tato para mostrar à criatura que uma relação entre dois universos diferentes pode não ser muito saudável, já que um choque de interesses pode acontecer em algum momento.
Por outro lado, hebiatras mergulham em estudos para confirmar teorias de que a adolescência, na atualidade, tem se estendido até os 30. Aos 20 e poucos sofremos com incertezas tão angustiantes quanto àquelas que nos fustigavam na adolescência. Até as espinhas pipocam para lembrar que ainda não se atingiu a maturidade. E ao contrário dos nossos pais, ainda não temos carreiras sólidas, não formamos nem um esboço de família e a estabilidade emocional passa longe das nossa cabecinhas.
O número de analfabetos no país tem diminuído, diz o Ministério da Educação. Porém 21,6% (dados de 2007) da população brasileira e analfabeta funcional. E por essa definição o MEC entende pessoas com mais de 15 anos que estudaram até a 4ª série ou menos.
Mas, num panorama extraoficial, analfabeto funcional é aquele que mesmo sabendo formar palavras e ler, lê e não entende.
E, em tempos de inclusão digital isso se torna um perigo. As informações pululam de todos os lados, a todo instante. A internet abre espaço para descontração, ironia, informalidade e o bom e velho ‘achismo’. Aos leitores, além de saberem separar o tal do joio do trigo, espera-se que não levem tão a sério o que circula pela rede.
No mundo virtual, o espaço é de todos. A informação jorra e cada um faz uso dela como bem entender, eu sei. Mas, o número de comentários que lemos por aí, mostra o quanto as pessoas têm deficiências na compreensão. E não falo só de blogs, grandes portais noticiosos sofrem com o analfabetismo funcional. São pessoas lendo um amontoado de palavras, destacando algumas e fazendo um livre ‘discurso’ sobre aquilo que não entenderam.
E de quem é a culpa? Textos mal escritos? Acontece muito. Mas, a educação do país é falha. Passamos a vida escolar interpretando textos: De quem a Mariazinha gostava? Quem deu o presente para o Joãozinho?
Questões super vitais para a vida de qualquer cidadão. Fosse eu professora, proporia interpretações da vida real. Pega o jornal, interpreta os fatos do dia, entende o que acontece no mundo. Muitas professoras devem fazer isso, eu imagino. Porém, penso que deveria fazer parte do currículo obrigatório. Trazer as crianças pra vida desde cedo.
Entender que no mundo em que elas vão crescer a informação que transborda por todos os lados, se bem utilizada, pode mudar alguma coisa no mundo. Nem que seja apenas para criar discussões de nível, onde pessoas entendem o que lêem e colaboram com o debate de forma construtiva.
Gente, tô passada com a pressa dos comerciantes em empurar o Natal goela abaixo da clientela. A cada ano que passa parece que o espírito natalino, que a estas alturas já é encosto natalino, toma conta das pessoas mais cedo. Recém vamos para a segunda semana de novembro - no-vem-bro - e os shoppings estão decorados com festões, pisca-piscas, lamê dourado, lantejoulas, glitter e todo aquele exagero de traquitanas produzidos na China já foram despejados pela cidade, incomodando nossa visão.
Pô, ainda acho que o pior de tudo isso é que quando chega a verdadeira época de festas - final de dezembro - todos já estamos saturados do tal espírito natalino. Adoro a época de festas, de celebrar, de projetar coisas boas e de desejar o bem (a quem bem merece, é claro), mas ter os sentidos bombardeados massivamente, cansa. E dê-lhe Simone cantando sua versão brazuca pra Happy Christmas, do Lennon. Ahhhhh! (more…)
Já falei por aqui que gosto da Preta Gil. Não como atriz, e muito menos como cantora, mas sim como pessoa. Preta perdeu a batalha contra a balança e decidiu levantar a bandeira fat and proud. Mesmo acima do peso, usa vestidos curtinhos, decotes provocantes e tem uma vida amorosa bem agitada. E não aceita ser chamada de gorda, pelo menos não de uma maneira pejorativa. Tá certa ela: demérito é ser burra. Ser gorda (ou estar gorda) é acidente da genética, ou da ansiedade combinada com a preguiça, sei lá. Mas não torna as pessoas piores, com certeza.
Preta exagerou quando resolveu processar o Google quando seu nome foi associado à expressão “atriz gorda”. Os algorítimos não têm culpa se é isso que o povo fala dela. A culpa é dos blogueiros de humor (todos nerds igualmente gordos, aposto) que só enxergam isso nela. Mas não exagerou quando resolveu processar o pessoal do Pânico na TV, que fez brincadeira com essas imagens:

Não assisti ao tal programa, e não sei o que foi levado ao ar. Mas, levando-se em conta a qualidade dos quadros do referido programa (só gosto do Christian Pior #prontofalei), boa coisa não foi. E hoje saiu a sentença: Preta ganhou R$ 100 mil em sua ação de danos morais. Segundo o advogado dela, Preta chegou a chorar, tamanha a emoção por ter vencido essa batalha na guerra contra a ditadura da beleza. Eu choraria por causa do dinheiro, mas cada um com seus problemas.
Não sou favorável à gordura excessiva, e nem à magreza excessiva. Mas vou sempre ser contra esses padrões irreais, onde as mulheres só podem ser assim consideradas se exibirem corpos perfeitos, esculpidos com muitas horas diárias de malhação e quem não se encaixa vira motivo de chacota. Basta fazer uma busca simples no Google para achar muita gente infeliz com suas gordurinhas. E isso não vale, temos que ser felizes do jeitinho que somos. Se sentir bem, se sentir bonita é um direito de todas, e é essa a lição da Preta Gil.
Meu, esta noite eu desvendei um dos grandes mistérios do universo: por quê raios os meninos são tão apegados aos álbuns de figurinhas dos mais variadoscampeonatos futebolísticos. Alguns carregam os seus albuns durante toda a vida, trocam três vezes de esposa, mas nunca abandonam as amadas coleções com aquele monte de foto de macho.

Tive a iluminação enquanto ouvia a conversa (que era mais uma celebração) entre os meus colegas, versando sobre a escalação da Bulgária, Estônia ou qualquer outra seleção de futebol de algum obscuro país da Europa oriental. A discussão corria animada. Eles recordavam com sentimento das habilidades do fulano que jogou no Stoionyev de Belgrado, da dupla de ataque que marcou época no Galatasaray e foi vendido mais tarde a algum time de renome da Espanha. Jogou tão bem na Copa de 1994, o … o…