Diva Diz

Mulheres que são 8 e 80

Arquivo da categoria ‘Comportamento

Wednesday
Oct 15,2008

Vivo um drama. Fui vestir a minha calça jeans preferida pra ir trabalhar e qual não foi a minha surpresa quando descobri que, após resistir por quatro bons anos, ela estava puída entre as pernas. As fibras de algodão não agüentaram a freqüência do uso. É uma reles calça jeans desbotada, não é de griffe e a adquiri, por uns R$ 30 (acho que foi na Renner), mesmo assim me deixou destruída.

Era tão confortável! Eu usava em qualquer situação, do trabalho ao lazer. Entendia cada centímetro das minhas nada ortodoxas formas. Não resisti e, pá, fui com ela uma última vez ao trabalho. Claro que passei o tempo todo bitolada, pensando que ao mínimo deslize, todos perceberiam que lá estava eu, esfarrapada. Esfarrapada, mas com a minha calça preferida. Voltei pra casa e seguiu a dúvida.

Mas qual o destino dar para uma calça puída? Doação? É um sacrilégio doar peças de roupas já deterioradas, um despropósito. Remendar? Não né! Deixar no fundo do guarda-roupa? Junto com aquelas peças que eu não uso por gostar menos ou que não me servem mais (e ainda sim eu nutro uma esperança de que um dia eles voltem a servir).  (more…)

E chega a hora de mudar

Tuesday
Oct 14,2008

Acontece com todo mundo. Chega uma hora que não dá mais. Os velhos hábitos não combinam com o estilo de vida que queremos ter. De nada adianta as idéias evoluírem, se vivemos da mesma maneira ultrapassada. Pra mim, essa hora chegou. Ou eu paro e repenso tudo, ou entro em depressão. E admitir, não é nada fácil.

Hoje tomei coragem e subi em uma balança e … putz! São quase seis anos desde que entrei na faculdade, e com isso vários quilos somando nas costas.

Consegui o que eu não queria: Pontuar três dígitos numa balança! Credo!

Claro que não são só as coca-colas e os lakas que deverão diminuir, mas segundo a Gisele eliminá-los me ajudarão muito. Mas, querem saber? Talvez o peso seja só um reflexo de tudo que tenho vivido.

A minha bolsa há muito quebrou. Meu mercado financeiro opera em baixa há cinco anos. E antes disso sequer operava. Não recebi ajuda milionária nenhuma. Tiveram alguns planos para salvar a minha economia. Foram minguados e muitas vezes às custas das poupanças das minhas avós.

Sempre que acho que algo vai bem, vem um temporal e arrasa as minhas expectativas. A minha energia falta e só depois de muito sol é que consigo secar a agua toda, arrumar a casa e voltar a funcionar em 220 voltz.

Sem falar que já perdi boa parte da minha ingenuidade em relação ao mundo. Meu objetivo é pegar o diploma, mas já não acho que possa mudar o mundo. Não no jornalismo pelo menos. Triste, mas pura realidade.

Claro, que nem tudo está perdido. Afinal, estou pronta pra recomeçar e perder todos esses quilos que ganhei como universitária e começar a operar em alta nessa bolsa que só prejuízos me deu.

Fácil não vai ser, mas tenho pouco mais de um ano para estar linda para a minha formatura. E por mais que esteja cansada de tantas coisas, desistir é algo que jamais farei. Além de “não estar morto quem peleia”, sou brasileira e não desisto nunca!

Campanha pelo voto nos EUA

Saturday
Oct 4,2008

Nos Estados Unidos, não há obrigatoredade de votar, como há aqui no Brasil. Lá, todo cidadão maior de 18 anos pode votar, mas como o voto não é direto, as pessoas se mocoseiam e não vão às urnas. Então, com o intuito de acordar os eleitores, algumas entidades fazem campanhas para que as pessoas compareçam às urnas.

Um exemplo delas é a “Declare Yourself”, direcionada aos jovens norte-americanos. Criada pelo produtor de TV Norman Lear em 2004, a campanha sempre conta com a participação de artistas e este ano ganhou o reforço dos fotógrafos Marc Liddel e do maravilhoso David LaChapelle. As fotos ficaram espetaculares:

Jessica Alba em vibe Hannibal Lecter 

Cristhina Aguilera amordaçada com fita mimosa. Loooosho.

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Jaca e Gyselle pelo direito de escolha

Tuesday
Sep 23,2008

Houve um tempo em que não havia preocupação com depilação íntima. A mulherada deixava a natureza seguir seu curso, e o macharedo não reclamava. Só rolava aquela giletinha básica no verão. As únicas que ostentavam suas perseguidas depiladas eram as atrizes pornô, para facilitar a visualização dos espectadores. De uns anos para cá, a “brazilian wax” se popularizou, e é cada vez mais difícil marcar horário com as depiladoras. Todo mundo quer exibir seu bigodinho de Hitler.

A opinião dos homens mudou: mulher que não deixa a dita cuja quase totalmente desprovida de pêlos é relaxada, anti-higiênica. Nada sexy. Vera Fischer e Cláudia Ohana se tornaram símbolos de mau gosto quando fizeram fotos para a Playboy exibindo vastas cabeleiras lá embaixo. Enfrentar a dor e a humilhação de abrir as pernas para uma desconhecida a cada 15 dias se tornou uma obrigação das fêmeas vaidosas. Até que, de onde menos se espera, surgem duas heroínas para dizer que sim, usam a velha e boa lâmina! Duas mulheres lindas e inteligentes, símbolos de uma geração frutífera em símbolos sexuais, disseram não à  ditadura da cêra quente e andam dividindo opiniões por aí:

A ex-BBB e atual não-sei-o-quê Gyselle Soares até pensou em deixar os pêlos pubianos em formato de coração para o ensaio para a revista Playboy, mas optou por deixar a cabeleira ao natural. A  classuda Mulher Jaca, que muito batalhou para conseguir estampar a capa de uma revista masculina (engraçado… antigamente, a mulherada queria ser professora, agora o objetivo é ser objeto), está na capa dos maiores sites do Brasil bradando aos quatro ventos que nunca se depilou e só vai tirar o excesso para as fotos. Ou talvez faça em formato de estrela… Mas o importante é que as duas bateram pé e defenderam o direito de escolha!

As monstras que somos

Saturday
Sep 20,2008

Escrevo aqui inspirada por um espírito provocador. Há quanto leio os homens e suas manias, achincalhados pelas mulheres em páginas e páginas po aí. E desde o texto da inglesa Juliana Foster na Piauí - traduzida por uma das minhas preferidas, a Vanessa Bárbara - vi que pimenta nos olhos dos outros é refresco. Engraçadinha, Juliana deixa claro e mostra bem essa nossa necessidade de rir dos machos. Talvez o façamos para esconder os nossos deslizes de fêmea.

Um destes deslizes foi bem observado na teoria de que o Homem não trai, do Morróida. Em suma, ele ri e se entristece com a dificuldade do homem em conter seus instintos. Apronta as suas, mas continua sendo o mesmo panaca de sempre. E se penaliza porque a mulher um dia inventa que falta algo em sua vida. E muda. Se transforma em um ofídio, venenosa e escorregadia. Traiçoeira mesmo.

E eu concordo com essa teoria. Aliás, já concordava com a falta de escrúpulos feminina desde que li o Bruxo Velho em Dom Casmurro. Ele deu vida à Capitu, com seus olhos de ressaca, de cigana dissimulada. E eu concordei com ele desde sempre, Bentinho é a vítima, sempre foi a vítima.

Eis a diferença entre machos e fêmeas: a alta capacidade que a fêmea tem de dissimular perante os olhos masculinos. Com isso ela consegue sempre o que quer, ou desconsegue o que ela não quer mais. (more…)


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