Diva Diz

Mulheres que são 8 e 80

Arquivo da categoria ‘Comportamento

Meus dez quase amores

Thursday
Sep 18,2008

Dia desses devorei um dos livros da Claudia Tajes, o “Dez quase amores[bb]“. O livro é aquela coisa: engraçadinho, mas não vai mudar a vida de ninguém. E não tem um final definido, o que eu acho péssimo no caso de um livro. A protagonista morreu sozinha? Casou e viveu feliz para sempre? Vai toda semana em um bailão para mulheres maduras? Não sei. Mas a obra faz qualquer menina namoradeira parar para pensar nos seus quase amores. Nos relacionamentos que não deram certo, e como a vida da gente poderia ter sido diferente caso a história tivesse ido para a frente. Eu lembrei de alguns, e omito aqui o nome dos envolvidos porque, né, nunca se sabe:

Quase amor número 1: O fulano era argentino e estava passando as férias no litoral gaúcho. Era aquela época em que a vida era fácil e eu passava os três meses das férias escolares na praia. Durante estes três meses, eu lia Fluir, sabia o nome de todos os surfistas profissionais e ouvia Bob Marley. Durante o resto do ano, usava camisa xadrez e ouvia Nirvana, Pearl Jam e Soundgarden. Como vocês podem perceber, eu era uma menina que me adaptava bem a qualquer ambiente, mas de uma coisa eu não abria mão: só gostava de caras cabeludos. Pois eis que surgiram estes argentinos, e eu e minha melhor amiga saímos com eles. Portunhol para cá, tu é linda para lá, e eu achei que finalmente ia estrear na vida amorosa. Quando o hermano, lindo e cabeludo como eu sempre sonhei, ia me dar aquele beijo na porta de casa, minha mãe apareceu. (more…)

Vale tudo para agradar o parceiro?

Thursday
Sep 11,2008

No post da Ane sobre as calcinhas fio-dental surgiu uma discussão interessante: algumas meninas apoiaram, outras disseram que adoram (e a gente finge que acredita), enquanto entre os meninos parece que foi unanimidade: eles amam calcinha pequena, e acharam que nós não gostamos porque temos a bunda gorda e/ ou somos lésbicas. Se bunda gorda fosse desculpa para não usar fio dental a Mulher Melancia não faria tanto sucesso, não acham? E para quem está em dúvida: não, não somos lésbicas, apesar de respeitar tremendamente quem é.

Mas não é disso que eu quero falar: uma das discussões que surgiu no fatídico post foi sobre usar as ditas cujas para agradar ao macharedo. Como eu disse em um dos comentários, nossos colegas parecem gostar de “mulheres gueixa”, que os esperam em casa depois de um dia cansativo no trabalho, usando uma calcinha minúscula, uma camisola transparente, com o jantar na mesa, uma lata de cerveja gelada na mão e pronta para massagear os pés. Ah, gente, isso é tão anos 50!

Não tenho nada contra fazer um agradinho para o namorado/marido/casinho. Usar uma lingerie mais sexy eventualmente, vestir aquela roupa que ele gosta, topar um lance diferente na cama. Os relacionamentos bem sucedidos são feitos de concessões. Mas tem gente que leva isso a sério demais: parece que aquele homem é o único na face da terra e que tudo na vida tem que girar ao redor dele. Conheço gente que não corta o cabelo porque o namorado gosta dele comprido. Conheço gente que não sai de casa sem a permissão do excelentíssimo. Conheço gente que não marca compromisso nenhum entre 18h e 20h, porque naquele horário o jantar TEM que estar na mesa.

Menos, minhas amigas, muito menos. O amor é lindo, mas a primeira pessoa a ser amada é você. A gente tem que se colocar em primeiro lugar, sempre. Se o cara ameaça te deixar porque você engordou dois quilos, usou um vestido curto ou gosta de lingerie confortável, manda pastar. Ele não te ama. Se amasse, iria te aceitar do jeitinho que és, com todas as manias e imperfeições. Porque somos humanas, e não cylons.

Tocando terror esporte clube

Saturday
Sep 6,2008

Gente, estava eu tomando uma Fanta Uva e lendo meus emails, quando abri um daqueles emails corrente, enviado por um querido amigo… para a pessoa errada… Tadinho, sei que a intenção dele é das melhores, mas é chato pra caramba receber um email pra te aterrorizar em pleno sábado.

E se eu tivesse síndrome do pânico, e por conta desse mail me recusasse a sair de casa? (Tipo a música do Júpiter Maçã/Apple, sabe lá como ele tá se chamando nesta semana). Vou transcrever e fazer uma interpretação da dita, em negrito:

 Isto é fato real!!!!! (Sério???) Começou no verão, em algumas praias de Santa Catarina e não foi comentado, agora o PERFUME DO MAL já está acontecendo em Porto Alegre… (WOW!) (more…)

Quando as tardes eram “da pesada”

Monday
Aug 25,2008

É brabo constatar que em plenos vinte e alguns, resta pouco para chegar os trintinha. Duas coisas sempre me fazem encarar o duro fato de que estou ficando velha. O primeiro é quando sei que boa parte dos jogadores do meu time, são bem mais novos que eu, tipo, uns 10 anos. Outra é quando revejo ídolos da minha infância, aqueles que há horas não via, e chocada, solto a típica frase de tia velha “Nossa, mas esse tempo passa, hein?”. Não, não passa, estúpida, cretina…

É a sensação que tive ao me deparar com esta foto do Steve Gutenberg:

Lembra dele? O nome Mahoney te diz alguma coisa? Na década de 80/90 pouca coisa me deixava mais feliz do que assistir na Sessão da Tarde um dos trocentos filmes da série Loucademia de Polícia (quer nome mais Sessão da Tarde que esse?).  Naquela época vibrávamos com ”as armações que essa galera da pesada aprontava”. Hahahahaha!   (more…)

Praticar o ócio

Friday
Aug 22,2008

Os Jogos Olímpicos me proporcionaram horários esdrúxulos de trabalho, mas também lindas tardes de tempo livre. Tempo todinho para a minha pessoa, sem compromissos profissionais, preocupações ou trabalhos domésticos. Meu esporte olímpico foi o nadismo, e meu maior problema era decidir se eu ia dormir, ver um filme ou ler meus e-mails.

Caminhar é ótimo, passear no shopping é maravilhoso, arrumar a casa é preciso e construir alguma coisa significativa é gratificante,  mas tem coisa melhor do que não fazer absolutamente nada? Ficar sozinha com os pensamentos e se atirar na preguiça?


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