
- O Fábio levou uma coronhada…
- Bem feito! Odeio ele!
- Agora ele quer buscar os caras que fizeram isso com ele.
- E tu já tomou tiro, né?
- Sim, quando acordei estava em uma cadeira de rodas, todo machucado no hospital.
- E dói?
- Bah, eu achei que tava morto. Todo mundo deixou recado no meu Orkut como se eu tivesse morto.
- E tu teve que te esconder?
- Sim, passei um tempo na Protásio, outro na Vila não-sei-o-quê, e mais um tempo no interior. Passava os dias no Playstation e no computador. Mas mandei um recado pro cara que fez isso: o dia que eu ver ele, mando para o quinto dos infernos!
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Esse diálogo tão inocente não faz parte de um desses filmes que mostram a realidade brasileira e fazem tanto sucesso mundo afora. Nem é um diálogo copiado do Conversas Furtadas. Esse diálogo eu ACABEI de ouvir dentro de um ônibus. Na maior naturalidade, quatro jovens (uma menina entre eles) comentavam sobre os problemas que tiveram com a polícia e com as gangues rivais. Eu, sentadinha do lado, tentava fazer cara de paisagem - tipo “hey, mano, nem me olha que eu sou do movimento”. Mas fiquei com muito medo: e se o cara que ele jurou de morte entrasse no coletivo? E se eles fossem assaltar o ônibus? E desde quando se fala dessa maneira, sobre tais assuntos, sem o mínimo de preocupação com as pessoas em volta?
A verdade é que Porto Alegre (e a maioria das cidades desse nosso belo Brasil) está entregue à marginalidade. Notícias sobre latrocínios, assassinatos e outros crimes brutais tomam conta dos jornais, rádios e revistas. Muitas eu mesma escrevo: “Fulano de tal, XX anos, foi assassinado com X tiros no local tal. A polícia desconhece as circunstâncias do crime e não tem suspeitos”. E não se fala mais nisso. A não ser, claro, que seja uma mãe de classe média, ou um jovem universitário com um futuro brilhante pela frente. Nestes casos, costuma-se cobrir também o velório e as inevitáveis manifestações pela paz que se seguem. (more…)
O episódio da semana passada de How I Met You Mother falava sobre intervenção, que me pareceu ser uma prática americana para dar um simancol para amigos que perderam a noção. Na série, a primeira “festinha” de intervenção foi para um amigo de Ted & Cia que andava bebendo umas a mais. Daí para virar prática recorrente foi um pulinho.
Eu, como uma boa amiga, faço pequenas intervenções vez ou outra. Às vezes dá certo. Essa foto recheada de chocolate refeição, foi uma das intervenções bem sucedidas. A diva Ane, como toda boa aquariana, adora guardar uma tralha e pra se desfazer de algo, só mesmo quando alguém intervém ou o bom senso chama. (more…)
Acontece com todo mundo. Chega uma hora que não dá mais. Os velhos hábitos não combinam com o estilo de vida que queremos ter. De nada adianta as idéias evoluírem, se vivemos da mesma maneira ultrapassada. Pra mim, essa hora chegou. Ou eu paro e repenso tudo, ou entro em depressão. E admitir, não é nada fácil.
Hoje tomei coragem e subi em uma balança e … putz! São quase seis anos desde que entrei na faculdade, e com isso vários quilos somando nas costas.
Consegui o que eu não queria: Pontuar três dígitos numa balança! Credo!
Claro que não são só as coca-colas e os lakas que deverão diminuir, mas segundo a Gisele eliminá-los me ajudarão muito. Mas, querem saber? Talvez o peso seja só um reflexo de tudo que tenho vivido.
A minha bolsa há muito quebrou. Meu mercado financeiro opera em baixa há cinco anos. E antes disso sequer operava. Não recebi ajuda milionária nenhuma. Tiveram alguns planos para salvar a minha economia. Foram minguados e muitas vezes às custas das poupanças das minhas avós.
Sempre que acho que algo vai bem, vem um temporal e arrasa as minhas expectativas. A minha energia falta e só depois de muito sol é que consigo secar a agua toda, arrumar a casa e voltar a funcionar em 220 voltz.
Sem falar que já perdi boa parte da minha ingenuidade em relação ao mundo. Meu objetivo é pegar o diploma, mas já não acho que possa mudar o mundo. Não no jornalismo pelo menos. Triste, mas pura realidade.
Claro, que nem tudo está perdido. Afinal, estou pronta pra recomeçar e perder todos esses quilos que ganhei como universitária e começar a operar em alta nessa bolsa que só prejuízos me deu.
Fácil não vai ser, mas tenho pouco mais de um ano para estar linda para a minha formatura. E por mais que esteja cansada de tantas coisas, desistir é algo que jamais farei. Além de “não estar morto quem peleia”, sou brasileira e não desisto nunca!
Eu sei que papo politicamente correto (não transe sem camisinha, não beba antes de dirigir, visite seu dentista regularmente) enche um pouco o saco pela repetição, mas quando a campanha é pertinente ganha todo o nosso apoio. Recentemente, a Sam Shiraishi e a Carol Mancini estiveram em um evento sobre câncer de mama e voltaram super empolgadas com a causa. Elas compraram a briga e estão convocando todas as amigas para se conscientizarem sobre a importância da mamografia e, mais importante, divulgarem essa idéia.
Capitaneado pelo portal Mulher Consciente, o mês de outubro é dedicado à saúde da mulher. Nossos seios não foram feitos apenas para amamentar os filhotes e agradar o macharedo. Fazem parte da nossa anatomia, e podem adoecer - assim como o fígado, o coração, ou qualquer outro órgão. E merecem a mesma atenção da nossa parte. O mote da campanha é “Não aceite informação pela metade”, para que nós tenhamos consciência da importância da mamografia, fundamental para o diagnóstico do câncer. Recentemente, tivemos o exemplo da atriz Christina Applegate, que foi diagnosticada e teve que fazer uma dupla mastectomia. Portanto, meninas, não tenham pudores de fazer o auto-exame e procurar seu médico caso alguma coisa esteja fora do normal. Eu mesma já senti um carocinho no meu seio e tomei um susto danado. Felizmente, não era nada grave.
Para espalhar a idéia, alguns monumentos das maiores cidades do Brasil (Porto Alegre inclusa, porque a gente é chique, benhê!) receberão uma iluminação rosa durante o mês de outubro. Uma van rosa vai servir como espaço itinerante da campanha, e a mulherada vai ser fotografada para o portal. Os locais que vão receber a iluminação e receber a visita da van são:

A Supercuia, monumento que acredito não ter sido escolhido por acaso: não lembram seios gigantes? (O cara na foto é o ex-prefeito João Werle, ignorem)
Eu poderia, mas não vou falar de buço. Um porque a palavra é feia; dois, porque ele fere os padrões estéticos; três porque é um assunto traumático, e falar nele deve estimular o crescimento.
Vou falar do bigode nosso de cada dia - rapazes, que dia-a-dia o barbeiam e raparigas que seguido são arranhadas por eles. Aqueles proeminentes pêlos que podem ser cultivados pela espécie masculina entre o nariz e o lábio superior. O bigodón bagual.
Poutz, eu acho bigode feio pra caramba. Ainda, se estiver associado a atrevido cavanhaque, passa. Também passa se estiver inserido no contexto de uma portentosa barba. Mas só o bigode, não me desce. Aí, que na semana passada eu li na Folhateen que o bigode está ensaiando sua volta à moda. Meda!