Mais feias do que nunca, as crocs voltaram do inferno. Desta vez em versão mais assustadora para o inverno, as Crocs Nadia Winter Boots tem pêlos, pêlos, meu pai.
Esta sapatrocidade, como diria a Sarah do Shoe-me, custa a bagatela de US$ 69,99 nos EUA. Não sei, nem quero saber se já é vendida no Brasil. Eu tolero as crocs antigas, mas estas aí…
Me ocorre que só um ser poderia usar estes calçados tão grotescos:
Alice, a Grande, amiga do Popeye e da Olívia Palito. Ela, que veio da Ilha de Goon, só fala com o Dudu e ainda está confusa sobre sua sexualidade, curte botas bizarras com pêlos. Alice iria adorar as Crocs Winter Boots. Compra um par e arrasa, gatan!
Eu poderia, mas não vou falar de buço. Um porque a palavra é feia; dois, porque ele fere os padrões estéticos; três porque é um assunto traumático, e falar nele deve estimular o crescimento.
Vou falar do bigode nosso de cada dia - rapazes, que dia-a-dia o barbeiam e raparigas que seguido são arranhadas por eles. Aqueles proeminentes pêlos que podem ser cultivados pela espécie masculina entre o nariz e o lábio superior. O bigodón bagual.
Poutz, eu acho bigode feio pra caramba. Ainda, se estiver associado a atrevido cavanhaque, passa. Também passa se estiver inserido no contexto de uma portentosa barba. Mas só o bigode, não me desce. Aí, que na semana passada eu li na Folhateen que o bigode está ensaiando sua volta à moda. Meda!
Dia desses a Renata Ruiz perguntou no Twitter quem usava Crocs e eu dei um grito (virtual) a plenos pulmões: EU NÃO! Quem me conhece, sabe que eu não sou lá muito exigente para sapatos. Acho lindo aquele sapato de salto alto, carésimo, mas acabo sempre optando pelo mais confortável. Vida de trabalhadora, sabe como é. Mas isso (dá para chamar de sapato?) desafia todas as leis do bom gosto. Pior era ver o povo “muderno” usando Crocs no verão, jurando que tava abafando. Só porque tava na moda, coitados.
Mas nada na vida é tão ruim que não possa piorar: além das trocentas cópias paraguaias, a Croc agora enfrenta as Skechers. Judicialmente, inclusive. A rival americana, que produz uma das duas bizarrices ali em cima, alega que não copiou nada. Não sou favorável à Croc, mas dessa vez tô com ela e não abro: alguém tem que parar esse absurdo!
Todo mundo, principalmente a Britney Spears, tá careca de saber que os americanos são reis de criar reality shows estúpidos. Ainda não consegui me convencer totalmente que a Endemol (empresa criadora do Big Brother e outras pérolas do gênero) é holandesa.
Bom, um destes realitys é o tal de “The Bachelorette”, onde uma moça solteira tem que escolher entre uma dúzia de pretendentes. Estes dias foi ao ar lá na gringolândia a final do programa e o eleito foi o Jesse Csincsak, essa versão riponga do Cauby Peixoto na foto.
Cá entre nós: eu gosto de homens diferentes, originais, únicos. Certamente não me sentiria à vontade com um cara muito preocupado com o que veste. Mas vamos combinar, esse aí exagerou na dose. Eu não pegava, e vocês?
Roupa de brechó é o máximo: baratas e exclusivas, as peças podem dar vida nova ao nosso guarda-roupa com pouco investimento. Em muitas cidades, porém, são poucas as opções. Aqui em Porto Alegre, por exemplo, são uns dois ou três brechós que valem mesmo a visita. A imensa maioria fica concentrada na Avenida João Pessoa, e são aquelas lojas bem pé de chinelo, do tipo que vende camiseta de campanha para vereador de 1986 por R$0,50. Mesmo assim, vale a pena passar uma tarde fuçando nas araras empoeiradas, sempre tem um luxo no meio do lixo.
Mas, enfim, quero falar de opções para quem não tem bons brechós por perto: os brechós online. Algumas empresas descobriram a internet para expandir o seu mercado, mas a mina de ouro está mesmo nos blogs de meninas que, assim como eu e você, têm peças com pouco ou nenhum uso no armário. (more…)